70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 16 de junho, 2006 - 18h34 GMT (15h34 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
EUA temem que Somália possa abrigar a Al-Qaeda

Rebeldes somalis
Miliícas islâmicas controlam várias cidades da Somália
O governo americano está advertindo para o risco de que a Somália possa se tornar um refúgio da organização militante Al-Qaeda.

Nos últimos dias, uma aliança de milícias islâmicas, a chamada União das Cortes Islâmicas, tomou controle da capital do país, Mogadíscio, e de várias outras cidades e expulsou líderes de milícias apoiadas pelos Estados Unidos.

Após terem expulso os líderes de milícias da capital, os militantes islâmicos vêm consolidando seu controle em diferentes cidades, onde impuseram toques de recolher e a lei islâmica - conhecida como sharia.

A administração americana, que há muito se preocupa que células da Al-Qaeda poderiam estar se refugiando na Somália, teme que ao ter dado apoio aos impopulares comandantes de milícias, teria escolhido o lado errado no conflito.

Sean McCormack, um porta-voz do Departamento de Estado americano, disse que os Estados Unidos "têm preocupações sobre a presença da Al-Qaeda na Somália" e acrescentou que "ninguém, a não ser os terroristas, quer que a Somália se torne um refúgio" de militantes.

Antecedentes

Washington tem boas razões para se preocupar com as atividades da Al-Qaeda na região. Acredita-se que a Somália serviu de refúgio para as células responsáveis pelos atentados a bomba realizados simultaneamente contras as embaixadas americans em Nairóbi e em Dar es Salaam, em 1998.

Acredita-se que também tenham partido da Somália os autores dos atentados da Al-Qaeda contra um hotel israelense em Mombassa e os militantes por trás de uma tentativa de derrubar um avião israelense, em 2002.

A fim de impedir que a Al-Qaeda se estabelecesse na região, no final de 2002 os Estados Unidos montaram uma base no Djibouti, país que faz fronteira com a Somália.

Washington vem tentando manter controle da região, com 2 mil soldados baseados em um velho campo da Legião Francesa. Os americanos também vêm realizando patrulhas aéreas e navais na região, juntamente com outros países ocidentais.

Mas o governo americano reluta em enviar tropas à Somália, após dois helicópteros americanos terem sido derrubado por atiradores somalis em 1993. A ação dos militantes somalis causou a morte de 18 soldados dos Estados Unidos.

Em vez disso, a CIA, segundo diversos relatos, vem financiando secretamente comandantes de milícias somalis desde fevereiro. A operação tem sido realizada a partir da capital do Quênia, Nairóbi, em aviões que pousam em remotas áreas da Somália.

John Prendergast, que atuou no Conselho Nacional de Segurança sob o comando do ex-presidente Bill Clinton e agora integra a organização International Crisis Group, afirma que a política americana saiu pela culatra.

"Eles apenas escolheram alguns comandantes de milícias para implantar uma estratégia militar muito limitada para capturar suspeitos da Al-Qaeda e ignoraram o contexto em que estavam mergulhando. O resultado é que agora nós não temos acesso a Mogadíscio e a situação se deteriorou consideravelmente", diz Prendergast.

Atualmente, os Estados Unidos não são queridos na Somália, tampouco é a Al-Qaeda. Washington e os países ocidentais precisam achar maneiras de lidar com o novo status quo no país africano ou correr o risco de jogar islâmicos moderados nos braços das pessoas que eles mais temem.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade