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Atualizado às: 27 de junho, 2006 - 02h51 GMT (23h51 Brasília)
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EUA dizem que não negociarão com líder islâmico na Somália
Hassan Dahir Aweys
Hassan Dahir Aweys foi acusado de trabalhar com a Al-Qaeda
O governo dos Estados Unidos disse nesta segunda-feira que não vai lidar com o homem que deverá ser confirmado como o novo líder de uma milícia islamista dominante na Somália, xeque Hassan Dahir Aweys.

O nome de Aweys, que assumirá o conselho do grupo União das Cortes Islâmicas, está em uma lista americana de terroristas e foi acusado de trabalhar com a rede extremista Al-Qaeda.

Mas um porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, disse que o governo não descartou a possibilidade de trabalhar com a União das Cortes Islâmicas da Somália como um todo.

De acordo com o correspondente da BBC, Jonathan Beale, integrantes mais moderados do grupo já tentaram tranquilizar países ocidentais afirmando que ele não deseja um Estado do tipo implementado pelo movimento Talebã no Afeganistão.

Leis islâmicas

Anteriormente, contudo, Aweys afirmou que o novo governo da Somália vai impôr as leis islâmicas.

O grupo islamista de Aweys, que controla boa parte do sul da Somália, deverá realizar conversações com o debilitado governo interino no mês que vem.

O presidente interino, Abdullahi Yusuf, se opõe fortemente à islamização do país.

Os dois grupos concordaram na semana passada com uma trégua, em meio a temores do ressurgimento do conflito na Somália, que não tem um governo nacional efetivo há 15 anos.

Uma rede de onze tribunais islâmicos foi criada nos últimos anos na capital, Mogadício, por empresários que desejam algum semblante de lei e ordem em um local de completa anarquia.

Os tribunais nasceram com o objetivo declarado de restaurar um sistema de lei islâmica na cidade e por um fim à impunidade e aos combates nas ruas.

Embora alguns moradores da capital atribuem ao grupo a redução da criminalidade na cidade antes de recente ressurgimento da violência, há integrantes da milícia islamista desejosos de um Estado islâmico.

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