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Israel reúne tropas na fronteira com o Líbano | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
No décimo dia da ofensiva contra a milícia xiita Hezbollah, Israel começou a reunir grande número de tropas na fronteira com o Líbano. Tanques de guerra e milhares de soldados estão sendo deslocados rapidamente para a região, no que alguns observadores acreditam ser a preparação para uma grande ação por terra. O governo de Israel não confirma nem desmente a intenção de realizar uma invasão de larga escala. No entanto, além de reunir mais tropas, o Exército ampliou a convocação de reservistas e lançou folhetos do lado libanês avisando que os civis que ainda estão na região devem se retirar imediatamente. O ministro da Defesa de Israel, Amir Peretz, já avisou que o país está pronto para lançar uma extensa operação terrestre se necessário. "Que nenhuma organização terrorista acredite que vamos nos acovardar diante de qualquer operação. Não temos nenhuma intenção de conquistar o Líbano, mas o faríamos sem pensar duas vezes", disse o ministro. Mais ação O comandante do Exército israelense, general Alon Friedman, disse que era possível que as operações militares no sul do Líbano aumentem nos próximos dias, sem dar maiores detalhes. Em meio à grande movimentação militar, a Força Aérea de Israel continua agindo e diz ter feito 40 novos ataques nas primeiras horas desta sexta contra alvos no sul de Beirute, onde a milícia xiita tem forte presença. Também nesta sexta-feira, um posto de observação das Nações Unidas em território israelense, bem próximo à fronteira com o Líbano, foi atingido durante confrontos entre o Exército israelense e o Hezbollah. De acordo com informações da agência France Presse, o prédio foi danificado, mas não houve mortos ou feridos. "Nesta manhã nossa representação perto de Marwaheen foi atingida diretamente. O bombardeio veio do lado israelense", disse o porta-voz da ONU Milos Strugar à AFP. O Exército de Israel disse que vários foguetes do Hezbollah erraram seus alvos e atingiram o prédio das Nações Unidas. Até agora, Israel tem se concentrado nos ataques aéreos e em ações pontuais dentro do território libanês – algo muito mais perigosos para os soldados israelenses. Na quinta, durante uma operação por terra, quatro militares de Israel foram mortos. Também próximo à fronteira, dois helicópteros Apache colidiram, matando um oficial e deixando pelo menos três feridos. Toda a área de fronteira é considerada extremamente perigosa. O correspondente da BBC Jim Muir diz que há explosões constantes na região, vilas estão isoladas, estradas foram destruídas e que Israel considera qualquer caminhão um alvo para ataque. Resistência Apesar das grandes operações israelenses, o Hezbollah continua capaz de atacar Israel e, nesta sexta-feira, foguetes do grupo voltaram a atingir a cidade israelense de Haifa, a 30 quilômetros da fronteira com o Líbano. Dez pessoas teriam ficado feridas. O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, disse que seu grupo só vai entregar os militares israelenses sequestrados na semana passada – o que deu origem ao confronto – caso ocorra uma troca de prisioneiros. Nasrallah disse ao canal de televisão Al-Jazeera que os ataques israelenses não prejudicaram a capacidade de seu grupo, apesar de Israel afirmar que bombardeou um abrigo usado pelo líder do Hezbollah e destruiu boa parte de seus estoques de mísseis. Até agora, a ofensiva israelense matou pelo menos 306 pessoas e desalojou outras 500 mil em todo o Líbano. Durante os combates, 31 israelenses morreram, entre eles 15 civis mortos por foguetes disparados pelo Hezbollah contra Israel. Troca de prisioneiros Em sua entrevista à Al-Jazeera, Nasrallah disse que o "Hezbollah, até agora permaneceu decidido". Ele afirmou que o grupo conseguiu "absorver o ataque" e estava se preparando para tomar "a iniciativa" na luta contra Israel e "oferecer algumas surpresas". "Todas as acusações de Israel, de ter atingido metade de nosso potencial de mísseis e arsenal não são nada a não ser mentiras", disse. Nasrallah acrescentou que os líderes do Hezbollah "não foram atingidos” por ataques israelenses. Citando os dois soldados israelenses, Nasrallah disse que os dois não serão libertados sem uma troca de prisioneiros, que seria negociada de forma indireta. "Nem mesmo todo o universo será capaz de garantir a libertação dos dois soldados israelenses a não ser que ocorram negociações indiretas e uma troca de prisioneiros", disse. |
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