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Atualizado às: 10 de julho, 2006 - 11h20 GMT (08h20 Brasília)
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EUA querem 'resposta uníssona' à Coréia do Norte
Taro Aso e Christopher Hill
Christopher Hill está em Tóquio como parte de uma viagem pela região
O enviado americano Christopher Hill pediu que a comunidade internacional se una em uma resposta à Coréia do Norte depois dos testes com mísseis na semana passada.

"Precisamos falar com uma só voz", disse Hill em visita a Tóquio, como parte das movimentações diplomáticas para decidir como responder aos testes.

O Japão propôs uma resolução ao Conselho de Segurança da ONU pedindo sanções contra a Coréia do Norte, mas a China, a Rússia e a Coréia do Sul já demonstraram oposição.

Uma delegação do governo chinês - visto como tradicional aliado e de forte influência sobre a Coréia do Norte - chegou a Pyongyang na tentativa de diminuir a tensão.

"A China agora tem a oportunidade de assumir a liderança e enviar aos norte-coreanos uma mensagem direta de que esses testes com mísseis não podem ser tolerados" disse o subsecretário de Estado americano Nicholas Burns.

Na semana passada, a Coréia do Norte lançou sete mísseis durante testes, inclusive o míssil de longo alcance Taepodong-2 que, em teoria, poderia atingir o Alasca.

Vizinhos divididos

Os Estados Unidos pediram repetidas vezes à China que aumente a pressão sobre Pyongyang e convença a Coréia do Norte a voltar à mesa de negociações.

Mas o governo chinês não confirmou se vai tocar no assunto durante a visita de sua delegação, chefiada pelo vice primeiro-ministro Hui Lyang.

Em Tóquio, depois de se encontrar com o ministro do Exterior japonês, Taro Aso, o subsecretário de Estado americano disse que "a Coréia do Norte tem a escolha de continuar isolada ou se unir à comunidade internacional. Espero que eles façam a escolha certa".

O Japão e os EUA estão trabalhando conjuntamente no assunto, mas segundo analistas, está cada vez mais aparente que outras nações asiáticas não seguem a visão dos dois países.

Pouco depois de Christopher Hill ter deixado a Coréia do Sul, o governo criticou o Japão pela proposta de resolução que pede sanções econômicas contra a Coréia do Norte.

"Não há razão para para uma resposta como a do Japão tão cedo, mas todas as razões para fazer o oposto", segundo um comunicado emitido pela presidência da Coréia do Sul.

O governo japonês respondeu dizendo que "é claro que o lançamento dos mísseis é uma ameaça ao Japão, e por isso é natural que respondamos com uma sensação de crise".

O Japão espera votar a resolução ainda nesta segunda-feira, mas tanto a China como a Rússia - que já expressaram oposição - tem poder de veto no Conselho de Segurança e, segundo fontes diplomáticas chinesas citadas pela agência de notícias Kyodo, Pequim poderia usar este poder.

Enquanto isso, a mídia da Coréia do Norte vem mantendo o tom agressivo e um comentário atribuído ao líder norte-coreano Kim Jong-il afirma que o país não faria concessões aos 'agressores americanos'.

Os diplomatas norte-coreanos também alertaram para uma resposta forte caso sejam impostas sanções.

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