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Seul suspende ajuda alimentar à Coréia do Norte | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Coréia do Sul suspendeu nesta sexta-feira a ajuda alimentar para o vizinho do norte até que se resolva a crise dos mísseis na península coreana. Atribuindo os dados ao porta-voz oficial do Ministério da Unificação, a agência de notícias AP divulgou que 500 mil toneladas de arroz e 100 mil toneladas de fertilizantes destinados à Coréia do Norte deixarão de ser embarcados enquanto as partes envolvidas no conflito tentam uma solução pela via diplomática. A AFP e a agência oficial sul-coreana Yonhap publicaram a mesma informação citando um “um oficial sênior” do Exército sul-coreano que deseja permanecer no anonimato. Apesar da pressão internacional, ainda é incerta a posição de Pyongyang sobre novos testes com mísseis de longa distância. Sanções O principal negociador norte-americano na crise, Cristopher Hill, foi à China defender represálias por Pyongyang ter testado, nesta semana, sete mísseis com capacidade para levar ogivas nucleares. Acredita-se que um deles, o Taepodong-2, teria capacidade de atingir o Estado norte-americano do Alasca. O assunto é discutido pelos seis países que periodicamente se encontram para discutir as relações na península: Estados Unidos, China, Japão e Rússia, além das duas Coréias. Os Estados Unidos apóiam um plano japonês de sanções, que inclui o banimento por seis meses dos serviços de balsas, vitais para a economia norte-coreana. Segundo a agência japonesa de notícias Kyodo, o enviado especial da Coréia do Norte para o Japão, Song Il-ho, teria dito que o país pode tomar “medidas mais fortes” se Tóquio continuar com as medidas de retaliação. A China, que se opõe a medidas punitivas e propõe maior esforço diplomático, declarou que enviará na próxima semana a Pyongyang seu principal negociador. A Coréia do Sul, que provê a maior parte da ajuda destinada ao norte, manifestou que continuará seguindo a estratégia diplomática. O ministro sul-coreano da defesa minimizou os relatos de que o Norte estaria preparando o lançamento de outro míssil de longo alcance e dizendo que não há certeza sobre esse novo teste. Na sexta-feira, a Coréia do Norte propôs reabrir conversas com o Sul, mas Seul recusou o convite, argumentando que a tensão é muito alta no momento. Pyongyang ameaçou testar outros mísseis e tomar medidas mais fortes caso seja pressionada pela comunidade internacional. |
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