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Conselho de Segurança discutirá Coréia do Norte | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Conselho de Segurança das Nações Unidas deverá se reunir em caráter de urgência nesta quarta-feira a pedido do Japão para discutir o lançamento de mísseis pela Coréia do Norte. Segundo as autoridades japonesas, a série de testes realizada no Mar do Japão pelos norte-coreanos tem graves implicações para a segurança nacional e regional e exige uma resposta dura. O ministro do Exterior do Japão, Taro Aso, disse que é muito possível que o seu país imponha sanções econômicas à Coréia do Norte. O Japão afirmou que está coordenando sua resposta com os Estados Unidos e outros países. O governo americano disse que a Coréia do Norte lançou pelo menos seis mísseis com um intervalo de horas e pode estar se preparando para disparar outros. As armas incluem um míssil Taepodong-2 que, em teoria, pode ser capaz de atingir o território americano. Estima-se que ele tenha um alcance que vai de 5 mil a 6 mil quilômetros, podendo chegar ao Alasca, Havaí e partes da costa oeste dos Estados Unidos. De acordo com autoridades americanas, o míssil de longo alcance aparentemente falhou cerca de 40 segundos após seu lançamento. Os outros projéteis cairam no mar. Segundo a Casa Branca, o presidente americano George W. Bush conversou com seus representantes diplomáticos e assessores de defesa sobre os mísseis e decidiu enviar um emissário para consultar os seus aliados no Extremo Oriente. O governo da Coréia do Sul realizou uma reunião de emergência para discutir o assunto. O primeiro-ministro da Austrália, John Howard, afirmou que os testes são completamente contrários aos interesses da Coréia do Norte. Alerta Os países vizinhos dos Estados Unidos e da Coréia do Norte estavam em alerta nos últimos dias devido a suspeitas de que o governo da Coréia do Norte estaria se preparando para lançar o Taepodong-2 da base de lançamento de Musudan-ri, no nordeste do país. Antes do lançamento, o governo do Japão advertiu o governo do Coréia do Norte, de que o lançamento do míssil seria uma provocação. Na segunda-feira, o governo da Coréia do Norte afirmou que lançaria um ataque nuclear "aniquilador" se suas instalações nucleares sofressem um ataque preventivo americano. O governo americano rejeitou a ameaça afirmando que era "profundamente hipotética" e pediu que os norte-coreanos voltassem às negociações a respeito de suas atividades nucleares. As negociações envolvendo seis países foram paralisadas em 2005. A Coréia do Norte aceitou a proposta do Japão de uma moratória dos testes de mísseis em 2002 e esta moratória foi reafirmada em 2004. O último teste de míssil de longo alcance da Coréia do Norte ocorreu em 1998, quando lançou o Taepodong-1, sobre o norte do Japão. |
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