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Coréia do Norte diz que tem direito de testar míssil | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Coréia do Norte declarou nesta terça-feira que tem direito de testar um míssil com capacidade de alcançar até o Alasca, contrariando apelos da comunidade internacional para que não o faça, segundo a agência de notícias japonesa Kyodo. "Este assunto diz respeito a nossa autonomia. Ninguém tem o direito de restringir este direito", teria dito um funcionário do ministério das relações Exteriores norte-coreano, segundo a agência. Este oficial teria negado que antigos acordos impediriam o país de realizar os testes. Também nesta terça-feira, a China disse que todos os lados deveriam agir para tentar tranqüilizar a situação. "Esperamos que, nas atuais circunstâncias, as partes envolvidas possam fazer mais no interesse da estabilidade regional e da paz", disse um porta-voz do ministério das Relações Exteriores chinês. Reações A reação da China se seguiu ao comentário da Secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, que disse na segunda-feira que "seria algo muito sério e um ato de provocação se a Coréia do Norte decidir lançar o míssel". O Japão e a Austrália também expressaram preocupação. Fontes do governo sul-coreano afirmam que não há forma de prever com certeza quando – e se – a Coréia do Norte irá conduzir o teste de lançamento. Apesar dos Estados Unidos e Japão afirmarem que o país tem enviado crescentes sinais de que estaria se preparando para um novo teste e ter enviado combustível para uma base de lançamento na costa leste, o ministro das Relações Exteriores da Coréia do Sul afirma que o lançamento não está confirmado. "Os relatos são de que o teste de lançamento do míssil norte-coreano é iminente, mas não há certeza de que o míssil esteja pronto para o lançamento", disse o ministro Ban Ki-moon, que está em Genebra para a sessão de abertura do Conselho de Direitos Humanos. A Coréia do Norte não faz testes com mísseis de longo alcance desde agosto de 1998, quando um míssil sendo testado sobrevoou o território japonês. O premiê japonês, Junichiro Koizumi, disse que o Japão tomaria "medidas inflexíveis" contra o teste. O ministro das Relações Exteriores havia dito durante o final de semana que o Japão levaria o caso ao Conselho de Segurança, se o teste fosse realizado. Acredita-se que o país esteja se preparando para testar um míssil batizado de Taepodong-2 – com alcance de 6 mil quilômetros. Diplomatas afirmam que os mesmos alertas foram feitos da última vez que os norte-coreanos testaram um míssil de longo alcance, em 1998, causando consternação internacional. Na época, a Coréia do Norte lançou o míssil Taepodong-1, com alcance de 2 mil quilômetros, no Oceano Pacífico, que chegou ao o norte do Japão e caiu no mar |
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