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Atualizado às: 30 de junho, 2006 - 12h10 GMT (09h10 Brasília)
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Premiê do Hamas diz que Israel quer derrubar governo
Mohamed Abu Tir, do Hamas, detido por Israel
Israel diz que políticos presos violaram prazo para deixar Hamas
O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniya, disse que a ofensiva israelense à Faixa de Gaza é uma ação premeditada para derrubar o governo do Hamas.

A ofensiva militar está sendo realizada para resgatar o soldado seqüestrado por militantes palestinos no domingo, de acordo com o governo israelense.

A declaração foi feita em uma mesquita na cidade de Gaza no primeiro pronunciamento do premiê palestino desde o início da ofensiva.

Haniya disse ainda que o Hamas não vai mudar suas posições apesar dos ataques e da prisão de vários políticos do grupo.

Ele também pediu paciência aos palestinos em meio ao aumento da violência na região.

Residência

Ainda nesta sexta-feira, Israel revogou os direitos de residência em Jerusalém Oriental de um ministro do governo palestino e de três deputados, todos membros do Hamas, detidos nesta quinta-feira.

O ministério do Interior de Israel disse que retirou a residência dos políticos do Hamas porque eles não cumpriram um prazo para abandonar a organização.

"Os quatro são membros de uma organização terrorista dedicada a destruir o Estado de Israel", disse uma autoridade do ministério à agência France Press.

Um advogado dos membros do Hamas disse que vai apelar à Suprema Corte israelense.

A medida acontece em meio à ofensiva israelense na Faixa de Gaza, mas o ministério disse que ela não tem conexão com os esforços para libertar o soldado seqüestrado,

Ofensiva

Durante a madrugada, Israel bombardeou o prédio do Ministério do Interior palestino na Faixa de Gaza e outros alvos palestinos. Um militante do Jihad Islâmico foi morto durante os ataques.

Também há informações de que militantes palestinos teriam entrado em choque com forças israelenses perto da cidade de Jubalia, no norte da Faixa de Gaza, mas Israel nega que tenha tropas no local.

Israel afirma ter atingido uma fábrica de armas secreta na Faixa de Gaza. Campos de treinamento de militantes e uma central elétrica também teriam sido bombardeados, assim como os escritórios usados por representantes do Hamas, partido do governo, e do Fatah, o partido do presidente Mahmoud Abbas.

'Leis humanitárias'

O coordenador de ajuda de emergência da Organização das Nações Unidas (ONU), Jan Egeland, alertou para uma iminente crise humanitária no território e condenou a destruição da principal central elétrica da Faixa de Gaza na terça-feira, afirmando que ela só vai trazer sofrimento desnecessário à população civil.

Egeland também pediu a Israel que retome o fornecimento de energia e combustível necessário para operar o sistema de água e esgoto da região.

Mais cedo, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pediu a Israel que evite qualquer ação que agrave ainda mais as dificuldades do povo palestino.

Mediação egípcia

Há informações de que houve progresso nas conversações entre representantes egípcios, que tentam negociar com militantes palestinos a libertação do soldado israelense Gilad Shalit.

Em entrevista ao jornal Al-Ahram, o presidente do Egito, Hosni Mubarak, teria dito que os militantes concordaram com a libertação do soldado sob determinadas condições, mas ainda não está claro quais seriam elas.

O presidente egípcio disse, no entanto, que ainda não se chegou a nenhum acordo com Israel.

O governo israelense vem insistindo que a libertação do soldado deve ser incondicional.

Os militantes vêm exigindo a libertação de mulheres e menores palestinos em prisões israelenses.

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