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Ataque em Tel Aviv acelera crise entre Israel e Hamas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ataque suicida em Tel Aviv nesta segunda-feira precipitou uma crise que provavelmente seria inevitável durante o governo do Hamas nos territórios palestinos. A questão é como o novos governos israelense e palestino vão lidar um com o outro. Ninguém espera nenhuma solução política. É o nível de confronto que precisa ser decidido. Parece que desta vez, o governo israelense, sob a liderança o primeiro-ministro interino Ehud Olmert, está optando pela contenção de forças. O governo israelense está responsabilizando o Hamas pelo ataque. O Hamas afirmou que o ataque foi feito em "autodefesa", apesar do suicida ser membro do grupo Jihad Islâmico. Israel está evitando uma ação militar imediata, e com isso, dando um sinal para o futuro. Aparentemente, Israel quer continuar reunindo apoio internacional para isolar diplomaticamente o governo do Hamas e este plano poderá ser colocado em risco se a atenção for voltada para a resposta militar israelense. E Israel quer se concentrar no que pretende ser a imposição de sua própria solução para a região - a determinação unilateral das suas fronteiras, mantendo toda Jerusalém e os maiores blocos de assentamentos. Fim dos sonhos A atual visão estratégica israelense foi resumida recentemente por um ex-ministro do partido Likud, Dan Meridor, que percorreu uma rota política semelhante à de Ehud Olmert. Ele disse a jornalistas em uma visita a Londres: "Dois sonhos acabaram - o sonho de uma Israel maior entre o mar e o Rio Jordão e o sonho de paz depois de um retorno às fronteiras de 1967. Agora temos que encarar a realidade." O líder político do Hamas Khaled Meshaal, por outro lado, disse à BBC em fevereiro: "O Hamas não vai reconhecer Israel. Não vamos dar legimitidade à ocupação". Mas se Israel se retirasse para as fronteiras determinadas em 1967, Meshaal disse que o Hamas poderia "possivelmente conceder uma trégua de longo prazo com Israel". O Hamas não vai aceitar as fronteiras determinadas por Olmert. E Israel não vai aceitar conversas vagas sobre tréguas de longo prazo. Portanto, aí está o beco sem saída. Alguns israelenses sugeriram uma rediscussão da antiga proposta da Liga Árabe de um acordo regional sob o qual uma total retirada israelense ocorreria em troca de total reconhecimento do Estado de Israel por todos os governos árabes. Mas esta não é uma proposta realista. São necessárias confiança e intenção de todas as partes envolvidas e isto não existe. Nível de violência Cada lado envolvido tem controle sobre a intensidade da violência. Israel tem o poder de tomar medidas abrangentes. Mas tomar uma medida de maior alcance é uma opção que precisa ser analisada a cada ocasião. O Hamas vai se opor politicamente a Israel e poderá continuar com a trégua anunciada no ano passado. Se o Hamas encerrasse sua própria trégua, o confronto poderá aumentar e ficar fora de controle. Os Estados Unidos, provavelmente, vão apoiar qualquer medida de Israel. Os europeus e outros países não farão nada além do que esperar que o governo do Hamas acabe algum dia. Europeus e os Estados Unidos já estão cortando a ajuda financeira à Autoridade Palestina e enviando esta ajuda para agências de ajuda humanitária que podem entregar a ajuda diretamente ao povo. Ambos exigiram mudanças na política do Hamas - mudanças que o grupo militante não vai aceitar. Por isso, o Hamas está se voltando para o Irã e para outros países muçulmanos. Diplomatas ainda comentam discretamente sobre o plano americano, europeu, russo e da ONU para o Oriente Médio, o mapa da paz. Mas uma aproximação gradativa atualmente está fora de questão. Estados Unidos, ONU, Rússia e União Européia, o quarteto, vai se reunir em Nova York no dia 9 de maio. Até lá todos poderão saber como as novas lideranças, israelense e do Hamas, pretendem lidar uma com a outra. |
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