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Israel intensifica restrições a membros do Hamas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As autoridades de Israel decidiram intensificar as restrições à movimentação de membros do Hamas, mas resolveram não adotar nenhuma ação militar direta contra o governo palestino em resposta ao ataque suicida que deixou nove mortos em Tel Aviv na segunda-feira. O atentado foi realizado pelo grupo militante Jihad Islâmico, mas Israel atribuiu a responsabilidade pelo ataque ao governo palestino liderado pelo Hamas, que teria justificado a ação ao descrevê-la como um ato de "autodefesa". Em uma reunião de gabinete nesta terça-feira, o governo israelense revogou o direito de residência de parlamentares do Hamas em Jerusalém Oriental. As autoridades israelenses também pretendem prosseguir com os bombardeios contra militantes na Faixa de Gaza, intensificar as restrições às viagens de palestinos e aumentar a repressão policial a palestinos ilegais em Israel. Resposta inicial Após o atentado de segunda-feira, aviões israelenses lançaram mísseis em uma oficina de metalurgia na cidade de Gaza e prenderam 20 palestinos, incluindo o pai do militante que executou o ataque. O Exército israelense disse que a oficina era utilizada por militantes palestinos para a fabricação de foguetes. A expectativa era de que a reunião de gabinete desta terça-feira autorizasse uma operação militar maior nos territórios palestinos como a que Israel costuma empreender em resposta a atentados. No entanto, de acordo com Caroline Hawley, repórter da BBC em Jerusalém, o governo israelense recebeu apelos da comunidade internacional para reagir com moderação e aparentemente decidiu adotar uma abordagem mais cautelosa. Mesmo assim, Israel deve aumentar ainda mais a pressão sobre o governo palestino liderado pelo Hamas, já isolado por boa parte da comunidade internacional. Corte de ajuda O Japão se juntou a União Européia e Estados Unidos nesta terça-feira ao suspender a ajuda financeira ao governo palestino. O governo japonês, que já deu US$ 840 milhões aos palestinos desde 1993, alegou que o Hamas deveria adotar uma política mais pacífica, mas não fez referência ao ataque de Tel Aviv. Na segunda-feira, o governo americano advertiu o governo palestino contra a defesa de "atos terroristas". O porta-voz do governo americano, Scott McClellan, disse que o atentado foi "um ato de terror desprezível" e que a Autoridade Palestina é responsável pela prevenção de ataques como esse. O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, pediu que a Autoridade Palestina adote uma posição firme contra atentados suicidas. |
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