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Atualizado às: 29 de junho, 2006 - 09h46 GMT (06h46 Brasília)
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Israel detém ministros e deputados do Hamas
Tanque israelense na Faixa de Gaza
Israel está intensificando a ofensiva em Gaza
Tropas israelenses detiveram nesta quinta-feira pelo menos oito ministros e 20 parlamentares do Hamas em várias cidades da Cisjordânia, de acordo com forças de segurança palestinas.

Entre os detidos estão o vice-primeiro-ministro, Nasser Shaer, o prefeito e o vice-prefeito da cidade de Qalqilya.

De acordo com o porta-voz do braço armado do Hamas, Abu Ubaida, as detenções são uma tentativa de chantagear o grupo para conseguir informações sobre o soldado israelense Gilad Shalit, seqüestrado por militantes palestinos no domingo.

Uma porta-voz do exército israelense disse à agência de notícias Reuters que as detenções não são uma forma de barganhar pela volta do soldado: "Foi apenas uma operação contra uma organização terrorista", disse ela.

Aviões militares na Síria

Num aparente aviso para que a Síria não abrigue o líder do braço armado do Hamas, Khaled Meshaal, aviões de guerra israelenses sobrevoaram o palácio do presidente, Bashar al-Assad, na quarta-feira, assustando Damasco com o barulho que os jatos fazem quando ultrapassam a barreira do som.

Israel acusou Meshaal de autorizar a captura do soldado Gilad Shalit e deu indicações de que o líder do Hamas pode se tornar um alvo para assassinato.

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse que "não hesitaria em tomar ações extremas" para libertar o soldado seqüestrado, mas afirmou que Israel não quer retormar o controle da Faixa de Gaza.

Colono morto

Militantes palestinos na Cisjordânia disseram ter matado um colono israelense que, segundo notícias, foi seqüestrado no último fim de semana.

Fontes da segurança palestina confirmaram que o corpo de um homem de 18 anos, Eliahu Asheri, foi encontrado na cidade de Ramallah.

O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniya, pediu na quarta-feira à Organização das Nações Unidas (ONU) que intervenha para impedir uma escalada da violência após a incursão israelense no sul da Faixa de Gaza, iniciada na noite de terça-feira.

Os militares israelenses estão agora se concentrando na fronteira norte da Faixa de Gaza, intensificando a ofensiva no território.

Aviões israelenses jogaram panfletos na região, pedindo que os moradores evitem áreas que possam ser alvejadas.

Luz verde

O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniya, acusou os Estados Unidos de darem luz verde para os israelenses realizarem a ofensiva militar depois que o porta-voz do presidente George W. Bush disse que Israel tinha o direito de se defender e defender a vida de seus cidadãos.

Segundo o primeiro-ministro palestino, os Estados Unidos estão ignorando o que acontece com o povo de Gaza que, disse ele, enfrenta a perspectiva de uma guerra total.

Em meio à ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza, militantes ligados ao grupo palestino Fatah anunciaram na quarta-feira que estariam com um terceiro refém israelense em seu poder.

Segundo a agência de notícias AP, um comunicado assinado por Abu Fouad, porta-voz da Brigada dos Mártires Al Aqsa, alega manter um israelense de 62 anos em cativeiro.

O grupo palestino não identificou o homem, mas disse que ele é da cidade de Rishon Lezion.

Ainda segundo o comunicado, mais evidências de que o grupo tem de fato o refém seriam reveladas em breve.

"Punição coletiva"

No ataque de quarta-feira à Faixa de Gaza, foram destruídas pontes e um gerador de energia, deixando 1,4 milhão de pessoas sem eletricidade, incluindo hospitais.

Israel diz que o objetivo era impedir que o soldado seqüestrado fosse transportado nos territórios.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, classificou os ataques como "punição coletiva".

O governo palestino liderado pelo Hamas também reforçou o pedido dos militantes para que Israel aceite trocar o soldado capturado por mulheres e crianças mantidas como prisioneiras pelos israelenses.

Israel já havia rejeitado a proposta.

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