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Hamas concorda com plano que reconhece Israel | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em meio a tensões com Israel, diversas facções palestinas, entre as quais as rivais Hamas e Fatah, entraram em acordo nesta terça-feira para assinar um documento que implicitamente reconhece o estado judeu. O apoio do Hamas à proposta é uma mudança radical no posicionamento do movimento que assumiu a liderança do governo palestino em janeiro deste ano. Desde sua fundação em 1987, o Hamas negava o direito de Israel à existência. Nesta terça-feira, um porta-voz do partido, Sami Abu Zuhri, descreveu a concessão feita pelo grupo como “um momento histórico”. “Diante da escalada das agressões contra nosso povo, enfatizamos a unidade”, acrescentou. Um negociador que participou da reunião disse à agência AP que “todos os grupos políticos estão preparados para um cessar-fogo mútuo com Israel”. O acordo de 18 pontos foi elaborado por vários membros de facções palestinas presos em cadeias israelenses. Um Estado palestino seria criado incluindo toda a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e a parte oriental de Jerusalém, nos limites anteriores à ocupação de 1967. Tensão e alívio O acordo deve ser bem recebido pelo presidente palestino Mahmoud Abbas, da facção moderada Fatah, favorável ao acordo. Abbas queria submeter a proposta a um referendo no dia 26 de julho. Agora ele e o primeiro-ministro Ismail Haniyeh, do Hamas, devem anunciar o acordo juntos, ainda esta noite. Mas a proposta foi rejeitada pela Jihad islâmica, a única facção palestina que não estava presente no encontro. A reunião ocorreu em meio à tensão gerada pelo seqüestro de um soldado israelense na Faixa de Gaza, no domingo. Como resposta, Israel direcionou tropas, tanques e veículos blindados para a fronteira, indicando que uma possível ofensiva poderia estar iminente. Do outro lado das trincheiras, palestinos bloquearam estradas com tratores, sacos de areia e arames farpados. |
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