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Palestinos teriam fechado acordo sem reconhecer Israel | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As principais facções políticas palestinas, incluindo o Fatah e o Hamas assinaram um acordo nesta terça-feira que deve prever um cessar-fogo com Israel e a proposta para as fronteiras de um Estado palestino, embora não reconheça explicitamente o Estado israelense. O acordo de 18 pontos foi elaborado por vários membros de facções palestinas presos em cadeias israelenses. Seu texto oficial ainda não foi publicado. Um negociador que participou da reunião disse à agência AP que "todos os grupos políticos estão preparados para um cessar-fogo mútuo com Israel". Um Estado palestino seria criado incluindo toda a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e a parte oriental de Jerusalém, nos limites anteriores à ocupação de 1967. Israel O acordo não mencionaria o reconhecimento de Israel em nenhum momento. Analistas dizem que interpretações prévias de uma política de aceitação de Israel são infundadas. O acordo com uma possível política sem hostilidades a Israel tinha sido bem recebido, especialmente num momento onde a Autoridade Palestina e Israel estão em grande tensão por causa do seqüestro de Gilad Shalit, soldado israelense, na Faixa de Gaza. Conforme James Reynolds, correspondente da BBC em Jerusalém, o ponto central do manifesto fala de um Estado palestino sendo criado na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. Teoricamente, isso seria metade de um acordo de uma solução que aceitasse dois estados, mas não há nenhuma menção à segunda parte da solução – que seria exatamente Israel. Segundo Reynolds, a omissão é voluntária. Apesar de alguns terem entendido a omissão como uma aceitação tácita de Israel por parte do Hamas, fica cada vez mais claro que essa não é exatamente a posição do partido palestino que está no poder. Negociadores do Hamas disseram à BBC que todo o Estado de Israel foi construído sobre território palestino e que a criação de um Estado palestino na Cisjordânia e na Faixa de Gaza è o primeiro passo e não o passo final. Eles dizem acreditar que caberá a gerações futuras de reaver a terra que historicamente lhes pertence e que no fim, não haverá espaço para a existência de Israel. O ministro palestino Abdul Rahman Zidan, disse à BBC que o documento não tem nenhum compromisso com o reconhecimento de Israel. "Este é um acordo interno entre palestinos. Você não vai achar uma palavra claramente aceitando o reconhecimento de Israel como estado. Ninguém concordou com isso. Isso não estava em discussão e não fez parte do diálogo", disse. Tensão e alívio O acordo deve ser bem recebido pelo presidente palestino Mahmoud Abbas, da facção moderada Fatah, favorável ao acordo. Abbas queria submeter a proposta a um referendo no dia 26 de julho. Agora ele e o primeiro-ministro Ismail Haniyeh, do Hamas, devem anunciar o acordo juntos, ainda esta noite. Mas a proposta foi rejeitada pela Jihad islâmica, a única facção palestina que não estava presente no encontro. A reunião ocorreu em meio à tensão gerada pelo seqüestro de um soldado israelense na Faixa de Gaza, no domingo. Como resposta, Israel direcionou tropas, tanques e veículos blindados para a fronteira, indicando que uma possível ofensiva poderia estar iminente. Do outro lado das trincheiras, palestinos bloquearam estradas com tratores, sacos de areia e arames farpados |
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