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Atualizado às: 28 de junho, 2006 - 18h50 GMT (15h50 Brasília)
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Palestinos anunciam terceiro seqüestro em Gaza
Manifestantes na Cijordânia pedem que Israel aceite trocar prisioneiros pelo soldado capturado
Os palestinos pedem que Israel aceite trocar prisioneiros
Em meio à ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza, militantes ligados ao grupo palestino Fatah anunciaram nesta quarta-feira que estariam com um terceiro refém israelense em seu poder.

Segundo a agência de notícias Associated Press, um comunicado assinado por Abu Fouad, porta-voz da Brigada dos Mártires Al Aqsa, alega manter um israelense de 62 anos em cativeiro.

O grupo palestino não identificou o homem, mas disse que ele é da cidade de Rishon Lezion.

Ainda segundo o comunicado, mais evidências de que o grupo tem de fato o refém seriam reveladas em breve.

Sequestros

O ministro da Justiça israelense, Haim Ramon, afirmou não ter nenhuma informação sobre o assunto.

Um porta-voz da polícia israelense, Micky Rosenfeld, declarou que um homem de 62 anos foi dado como desaparecido na segunda-feira, mesma data que a Brigada alega ter feito o seqüestro.

De acordo com as informações da polícia, que trata o caso como sendo de desaparecimento e não de seqüestro, o desaparecido é Noah Moskovitch.

Este seria o terceiro seqüestro desde domingo, quando o grupo palestino Comitê de Resistência Popular capturou o soldado israelense Gilad Shalit.

Na tarde desta quarta-feira, o Comitê de Resistência Popular também exibiu os documentos de um colono israelense, Eliahu Asheri, como prova do seqüestro, embora Israel também não tenha confirmado o caso.

Proposta

Israel, que lançou nesta quarta-feira a primeira ofensiva militar na Faixa de Gaza desde que desocupou a região, há um ano, disse estar preparado para tomar “medidas extremas” na busca pelo soldado.

No ataque desta quarta-feira, foram destruídas pontes e um gerador de energia, deixando 1,4 milhão de pessoas sem eletricidade, incluindo hospitais.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, classificou os ataques como 'punição coletiva'.

O governo palestino liderado pelo Hamas também reforçou o pedido dos militantes para que Israel aceite trocar o soldado capturado por mulheres e crianças mantidas como prisioneiros pelos israelenses.

Israel já havia rejeitado a proposta.

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