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Israel concentra forças ao norte da Faixa de Gaza | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As forças israelenses estão se concentrando na fronteira norte da Faixa de Gaza, intensificando sua ofensiva no território iniciada após o seqüestro de um soldado por militantes no domingo. Testemunhas palestinas dizem que tanques israelenses cruzaram a fronteira perto da cidade de Beit Hanoun, mas a informação não tem confirmação de Israel. Forças de segurança palestinas na Cisjordânia disseram que as tropas israelenses detiveram quatro ministros palestinos, inclusive o vice-primeiro-ministro, Nasser Shaer, e várias outras figuras de destaque do Hamas. O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniya, pediu na quarta-feira à Organização das Nações Unidas (ONU) que intervenha na Faixa de Gaza para impedir uma escalada da violência após incursão israelense. O líder do movimento Hamas fez essas declarações depois que as forças israelenses assumiram posições no sul da Faixa de Gaza, em operação iniciada na noite de terça-feira, para tentar libertar um soldado israelense, Gilad Shalit, seqüestrado por militantes palestinos. Militantes palestinos na Cisjordânia disseram ter matado um colono israelense que, segundo notícias, foi seqüestrado no último fim de semana. Fontes da segurança palestina disseram que o corpo de um homem de 18 anos, Eliahu Asheri, foi encontrado na cidade de Ramallah. Um outro israelense também teria sido seqüestrado por militantes palestinos. Estados Unidos Haniya também acusou os Estados Unidos de darem luz verde para os israelenses realizarem a ofensiva militar depois que o porta-voz do presidente George W. Bush disse que Israel tinha o direito de se defender e defender a vida de seus cidadãos. Segundo o primeiro-ministro palestino, os Estados Unidos estão ignorando o que acontece com o povo de Gaza que, disse ele, enfrentam a perspectiva de uma guerra total. Israel disse que está disposto a tomar medidas extremas para libertar o soldado capturado. Há notícia de que dois outros israelenses foram seqüestrados por militantes, mas não há declaração oficial por parte do governo de Israel. Em meio à ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza, militantes ligados ao grupo palestino Fatah anunciaram na quarta-feira que estariam com um terceiro refém israelense em seu poder. Segundo a agência de notícias AP, um comunicado assinado por Abu Fouad, porta-voz da Brigada dos Mártires Al Aqsa, alega manter um israelense de 62 anos em cativeiro. O grupo palestino não identificou o homem, mas disse que ele é da cidade de Rishon Lezion. Ainda segundo o comunicado, mais evidências de que o grupo tem de fato o refém seriam reveladas em breve. "Punição coletiva" No ataque de quarta-feira, foram destruídas pontes e um gerador de energia, deixando 1,4 milhão de pessoas sem eletricidade, incluindo hospitais. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, classificou os ataques como "punição coletiva". O governo palestino liderado pelo Hamas também reforçou o pedido dos militantes para que Israel aceite trocar o soldado capturado por mulheres e crianças mantidas como prisioneiros pelos israelenses. Israel já havia rejeitado a proposta. |
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