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Israel prende 64 políticos palestinos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Israel realizou nesta quinta-feira mais uma série de prisões de políticos do Hamas, que controla a Autoridade Palestina. Pelo menos 64 parlamentares estão agora em poder de forças israelenses, juntamente com os oito ministros que já estavam detidos desde a manhã desta quinta. As medidas israelenses fazem parte da ofensiva para resgatar um soldado seqüestrado no domingo, na região próxima ao sul da faixa de Gaza. O governo israelense negou que tenha feito as prisões para barganhar a libertação do soldado. "Não há barganha nenhuma. É apenas uma operação contra uma organização terrorista", disse um porta-voz do exército. Segundo a agência Reuters, numa declaração conjunta, os países do G8 mais a Rússia pediram a Israel que “aja com o máximo de cautela” depois dos últimos acontecimentos. “A prisão de parlamentares palestinos nos causa particular preocupação”, diz a nota, que também pede ações do governo palestino para “impedir mais violência terroristas”. Forças de Israel seguem se acumulando ao norte da Faixa de Gaza, enquanto tanques assumem posições ao sul, um dia depois de fazerem uma incursão a parte do território palestino. Helicópteros israelenses estão jogando panfletos no norte de Gaza alertando para a população deixar a área por causa do risco de ação militar iminente. Civis estão estocando água, comida, velas e baterias com medo de escassez em decorrência de eventuais confrontos. Tentativa de fuga Em meio à confusão, militantes palestinos explodiram também nesta quinta uma parede de concreto na fronteira do Egito com Gaza. Centenas de policiais egípcios fizeram um cordão de isolamento para evitar que grandes números de palestinos com medo da ação militar israelense entrem no país. Depois da explosão, dezenas de jovens palestinos passaram pelo buraco no muro, mas foram detidos por um segundo muro antes de entrar em território egípcio. De acordo com a agência Associated Press, o Egito determinou toque de recolher na cidade de Rafah, que fica na fronteira com a Faixa de Gaza – do lado palestino, há uma cidade que chama Rafah também. Segundo um repórter da agência, militantes da Brigada de Al-Qassam usavam megafones nas ruas de Rafah (do lado palestino) para assumir a autoria do atentado enquanto ameaçavam “mais ações”. A situação na região entre palestinos e israelenses está se deteriora progressivamente desde o sequestro do soldado israelense Gilad Shalit. Grupos palestinos realizaram dois outros sequestros após esses, sendo que um dos reféns, um colono israelense de 18 anos, foi encontrado morto nesta quinta, em Ramallah, na Cisjordânia. |
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