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Atualizado às: 12 de junho, 2006 - 14h20 GMT (11h20 Brasília)
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EUA: Autópsia mostra que bomba matou Zarqawi
Abu Musab al-Zarqawi
Zarqawi teria permanecido vivo por 52 minutos após explosão
A autópsia do corpo do militante Abu Musab al-Zarqawi revelou que os ferimentos que o mataram foram causados pelas bombas usadas no ataque aéreo a seu esconderijo, segundo um médico do Exército americano, coronel Steve Jones.

Jones e outros militares americanos reagiram nesta segunda-feira a alegações de que Zarqawi poderia ter sido maltratado – a tese surgiu depois que foi revelado que o militante, considerado o líder da Al-Qaeda no Iraque, inicialmente sobreviveu ao ataque.

Segundo o médico, não foram encontrados sinais de "espancamento ou qualquer ferimento provocado por armas de fogo".

Jones disse ainda que Zarqawi ficou vivo por 52 minutos após a explosão, mas acabou morrendo por causa de um ferimento no pulmão causado pelas bombas.

Análises de DNA também teriam comprovado que se tratava do líder militante a quem se atribui boa parte dos ataques de insurgentes no Iraque.

O assessor espiritual dele, Abd-al-Rahman, teria morrido instantaneamente. Zarqawi, Rahman e outros militantes estavam em uma casa perto da cidade de Baquba, quando foram bombardeados na última quarta-feira.

"Irrefutável"

Outro militar americano, major-general William Caldwell, disse que a autópsia fornece "provas irrefutáveis em relação à morte desses terroristas", que, segundo ele, vão servir para diminuir o que descreveu como "especulação, desinformação e propaganda".

"O povo iraquiano merece os fatos, (merece) saber que a ameaça de Zarqawi foi eliminada e que ele foi tratado melhor do que ele tratou outros em vida", disse Caldwell.

As acusações de supostos maus-tratos já tinham sido refutadas pelo comandante das forças americanas no Iraque, o general George Casey, no domingo.

Em entrevista na televisão americana, Casey qualificou as alegações como absurdas, dizendo que os soldados deram ao líder da rede extremista Al-Qaeda no Iraque assistência médica quando ele morreu.

As alegações surgiram depois que um homem iraquiano, que disse ter ido ao local depois do ataque aéreo, dizer que viu soldados espancando um homem ferido que se parecia com o militante.

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