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Atualizado às: 08 de junho, 2006 - 20h49 GMT (17h49 Brasília)
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Morte de Zarqawi pode virar maré no Iraque, diz Bush
George W. Bush
Bush diz que morte de Zarqawi foi duro golpe para a Al-Qaeda
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta quinta-feira que a morte de Abu Musab al-Zarqawi dá aos iraquianos a chance de virar a maré contra o terror.

"(A morte de Zarqawi) é uma oportunidade para o novo governo do Iraque mudar a maré nessa luta (contra a insurgência)”, disse o presidente americano.

Segundo Bush, ela foi um duro golpe para a rede extremista Al-Qaeda e uma vitória para a guerra global contra o terror. "Zarqawi pessoalmente decapitou reféns americanos e outros civis no Iraque e foi quem planejou a destruição da sede da ONU (Organização das Nações Unidas) em Bagdá. Ele foi responsável pelo assassinato de um diplomata americano na Jordânia e o bombardeio de um hotel em Amã", disse Bush.

Mas os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, majoritários na coalizão do Iraque, também advertiram que ela não significará o fim da violência no país.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse: "Sabemos que ela (Al-Qaeda) vai continuar a matar e que há muitos obstáculos para superar."

Mundo islâmico

O presidente Hamid Karzai, do Afeganistão, disse que a notícia deverá encorajar as pessoas no mundo islâmico e além a continuarem a lugar contra o terrorismo.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, disse que todos os iraquianos que exigem paz ficarão aliviados com o desaparecimento de Zarqawi.

O analista de Defesa da BBC, Frank Gardner, disse que a morte de Abu Musab Al-Zarqawi é um grande golpe tático contra a Al-Qaeda no Iraque, mas dificilmente provocará o colapso imediato da organização.

O extremista jordaniano deixa para trás centenas de seguidores com fácil acesso a armas e explosivos e a Al-Qaeda não tardou a anunciar que vai continuar a combater a coalizão liderada pelos Estados Unidos e seus parceiros iraquianos.

Segundo Gardner, com seu estilo de violência sem limites, Zarqawi atraiu um grande número de jovens muçulmanos sunitas que sentiram que têm uma obrigação religiosa de repelir a invasão e ocupação de um país muçulmano árabe.

O analista da BBC disse que fontes americanas acreditam que a insurreição é mais um produto criado no próprio Iraque do que resultante da ação de islamistas estrangeiros como Zarqawi.

Seqüestrado

Paul Bigley, o irmão de Kenneth Bigley, que foi seqüestrado em setembro de 2004 e decapitado, disse que acredita que o líder da Al-Qaeda estava por trás da morte de seu irmão.

"Meus primeiros pensamentos são de que o mundo se livrou de uma pessoa do mau, se é que ele era uma pessoa. Espero que peguem os outros logo", disse Bigley à agência Associated Press.

Especialistas em terrorismo, como Michael Clarke, professor de Estudos de Defesa no King's College de Londres, disse que a perda da visão estratégica de Zarqawi é ainda mais significativa do que se Bin Laden tivesse sido eliminado.

"Ele não está inspirando (seus seguidores) com muita estratégia", disse Clarke sobre Bin Laden.

"Zarqawi era um piloto operacional. Ele liderava na linha de frente, tanto em termos de bravura como de crueldade."

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