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Líder da Al-Qaeda no Iraque é morto, diz premiê | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A morte de Abu Musab al-Zarqawi, considerado o líder da rede Al-Qaeda no Iraque, foi anunciada pelo primeiro-ministro do país, Nuri Al-Maliki, em uma entrevista coletiva nesta quinta-feira. "Eliminamos Zarqawi", declarou o premiê, acrescentando que o militante teria morrido em um ataque aéreo na capital do país, Bagdá. Maliki fez o anúncio acompanhado da maior autoridade militar dos Estados Unidos no Iraque, o general George Casey. Casey disse que Zarqawi foi morto às 18h15 (horário local, 11h15 de Brasília) em um ataque aéreo nas proximidades da cidade de Baquba. O americano disse que o corpo de Zarqawi foi identificado através de suas impressões digitais e cicatrizes já conhecidas. A operação foi uma parceria entre as forças aéreas americanas e terrestres do Iraque, disse um porta-voz militar dos Estados Unidos. Zarqawi estaria reunido com outros integrantes de seu grupo. Várias pessoas teriam morrido no ataque. A rede Al Qaeda teria reconhecido a morte do jordaniano através de uma mensagem postada em um site islâmico. O presidente americano, George W. Bush, disse que sua morte é um duro golpe para a rede Al Qaeda. Importância Nascido na Jordânia, Zarqawi era o homem mais procurado do Iraque por ser considerado o responsável por um grande número de ataques, assassinatos e seqüestros no país. Várias das vítimas dos seqüestros foram decapitadas e os vídeos das execuções veiculados na internet e em DVDs pelo Iraque. Ele teria sido nomeado por Osama Bin Laden em 2004 como o seu representante para o Iraque. Acredita-se também que Zarqawi estaria por trás de ataques a muçulmanos xiitas – a Al Qaeda é uma rede ligada a um ramo do islamismo sunita – incluindo ataques a mesquitas. O ataque na sede da ONU que matou o representante especial da entidade no Iraque, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, também é atribuído a ele. Zarqawi também é responsabilizado por ataques diários a soldados das tropas da coalizão que ocupa o país. O embaixador americano para o Iraque, Zalmay Khalilzad, disse que o assassinato de Zarqawi representa um "grande sucesso" na chamada "guerra contra o terror". O diplomata classificou o jordaniano de "o 'Poderoso Chefão' da matança sectária no Iraque" e, "embora sua morte não signifique o fim da violência no país, ela representa um passo importante e um sinal positivo para o Iraque". O correspondente da BBC em Bagdá, Andrew North, diz que a morte de Zarqawi significaria um momento significativo na luta contra a insurgência sunita, especialmente por acontecer no início do mandato de Maliki. Zarqawi não era um articulador global como Osama Bin Laden, diz o correspondente da BBC Frank Gardner, mas um criminoso violento que cultivou muitos inimigos, cometendo erros que podem ter colaborado com sua queda. Ele diz que nessa lista podem ser incluídos os ataques a hotéis na Jordânia, em novembro, que mataram 60 pessoas. |
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