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EUA encontraram Zarqawi ainda vivo após ataque
Abu Musab al-Zarqawi
Morte de Zarqawi foi duro golpe para a Al-Qaeda, disse Bush
O líder da rede extremista Al-Qaeda no Iraque, Abu Musab al-Zarqawi, ainda estava vivo quando a polícia iraquiana chegou ao local do ataque aéreo americano contra ele na quarta-feira, de acordo com um general dos Estados Unidos no Iraque.

Segundo o general Bill Caldwell, Zarqawi morreu por causa dos ferimentos, pouco depois da chegada das tropas americanas.

O líder militante murmurou alguma coisa ininteligível antes de morrer.

Aviões americanos lançaram duas bombas de 230 quilos sobre a casa onde Zaqawi estava perto da cidade de Baquba, que fica ao norte de Bagdá.

Segurança

O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, disse em um artigo na edição desta sexta-feira do jornal britânico The Times, que quer lançar uma iniciativa para confrontar a limpeza étnica que está ocorrendo na capital, Bagdá, e imediações.

Al-Maliki afirmou ainda que quer criar o desejo de dissolver as milícias que se formaram.

Em Bagdá, nesta sexta-feira, o governo do Iraque suspendeu uma proibição ao tráfego de veículos que tinha o objetivo de impedir mais ataques de partidários de Al-Zarqawi durante o dia.

A sexta-feira é o dia especial de preces dos muçulmanos.

Bush

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse na quinta-feira que a morte de Abu Musab al-Zarqawi dá aos iraquianos a chance de virar a maré contra o terror.

"(A morte de Zarqawi) é uma oportunidade para o novo governo do Iraque mudar a maré nessa luta (contra a insurgência)”, disse o presidente americano.

Segundo Bush, ela foi um duro golpe para a rede extremista Al-Qaeda e uma vitória para a guerra global contra o terror. "Zarqawi pessoalmente decapitou reféns americanos e outros civis no Iraque e foi quem planejou a destruição da sede da ONU (Organização das Nações Unidas) em Bagdá. Ele foi responsável pelo assassinato de um diplomata americano na Jordânia e o bombardeio de um hotel em Amã", disse Bush.

Mas os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, majoritários na coalizão do Iraque, também advertiram que ela não significará o fim da violência no país.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse: "Sabemos que ela (Al-Qaeda) vai continuar a matar e que há muitos obstáculos para superar."

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