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Polêmica das caricaturas derruba chanceler da Suécia | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A ministra do Exterior da Suécia, Laila Freivalds, renunciou ao cargo nesta terça-feira depois de ter sido criticada pela sua atuação na polêmica envolvendo a publicação de caricaturas de Maomé em jornais europeus. A imprensa sueca atacou a decisão de Freivalds de mandar fechar o site de um partido de extrema direita que pretendia publicar os desenhos, considerados ofensivos por muitos muçulmanos. A medida, tomada no dia 9 de fevereiro, foi considerada uma violação da liberdade de imprensa. As caricaturas apareceram inicialmente em um jornal da Dinamarca e causaram violentos protestos em vários países de maioria islâmica. Em alguns deles, como na Líbia e no Afeganistão, as manifestações acabaram em mortes. Freivalds também havia recebido duras críticas pela forma como respondeu ao tsunami na Ásia, tragédia em que cerca de 500 suecos morreram. Ela renuncia apenas seis meses antes das próximas eleições na Suécia, nas quais os sociais-democratas, que governam o país, enfrentarão uma oposição que vem ganhando força nos últimos meses. "Foi decisão dela", afirmou o primeiro-ministro Goran Persson. Persson disse que o cargo será assumido temporariamente pelo vice-primeiro-ministro, Bosse Ringholm. Ainda nesta terça-feira, a Igreja Anglicana do País de Gales fez um pedido formal de desculpas à comunidade muçulmana por publicar as caricaturas de Maomé na sua revista, publicada em galês. O editor da revista, que tem uma circulação limitada, pediu demissão do cargo e os líderes da igreja anglicana dizem que estão tentando recuperar e destruir todos os exemplares da edição em que os desenhos foram reproduzidos. O Conselho Muçulmano do País de Gales diz aceitar as desculpas. |
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