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Líbia fecha embaixada na Dinamarca | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Líbia disse neste domingo que está fechando sua embaixada na Dinamarca em protesto contra uma série de caricaturas do profeta Maomé publicadas em um jornal dinamarquês. O governo líbio diz que a Dinamarca deveria ter censurado as caricaturas que sugerem que o profeta islâmico seria um terrorista. Apesar da revolta entre os muçulmanos, o governo dinamarquês se recusou a se envolver no caso. O jornal diz não ter intenção de insultar o Islã, embora as regras da religião proíbam qualquer representação física tanto do profeta Maomé como de Alá. Liberdade "Porque a imprensa dinamarquesa continua a mostrar desrespeito ao profeta Maomé e porque o governo dinamarquês não tomou nenhuma providência em relação a isto, a Líbia decidiu fechar sua embaixada em Copenhagen", disse o ministério das Relações Exteriores líbio em uma nota oficial. A Líbia disse também que estaria tomando "medidas econômicas" contra a Dinamarca, mas não detalhou quais seriam elas. Embaixadores de vários países muçulmanos protestaram contra o premiê dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, ameaçando boicotar produtos do país. Na semana passada, a Arábia Saudita chamou de volta ao país o seu embaixador para a Dinamarca. O governo dinamarquês lamentou as 12 caricaturas mas recusou se envolver, citando liberdade de expressão. "O governo não pode, de forma nenhuma, influenciar a mídia", disse Rasmussen neste domingo. "A nação dinamarquesa e seu governo não podem ser considerados responsáveis pelo que é publicado na imprensa independente", disse ele. Rasmussen falou durante uma entrevista coletiva da imprensa na qual participou também o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, em visita à Dinamarca. Karzai disse que as caricaturas seriam um erro, mas declarou que o "premiê Rasmussen me explicou a posição dinamarquesa sobre o assunto, a qual considerei, pessoalmente, amplamente satisfatória como muçulmano". O jornal Jyllands-Posten havia dito que as caricaturas testariam os limites da liberdade de expressão sobre o islamismo. Em seu editorial neste domingo, o jornal disse não ter intenção de insultar o islamismo. "Lamentamos que o assunto tenha chegado tão longe e reiteramos que não queremos insultar ninguém", diz o jornal. "Acreditamos, como o resto da sociedade dinamarquesa, em respeito à liberdade religiosa." |
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