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Ação israelense deixa 5 mortos na Cisjordânia | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cinco palestinos foram mortos nesta quinta-feira por soldados israelenses em confrontos no campo de refugiados de Balata, próximo à cidade de Nablus, na Cisjordânia, segundo médicos palestinos. Três dos mortos seriam militantes das Brigadas de Mártires de Al Aqsa e teriam atirado nos soldados israelenses durante uma operação militar. Outros dois jovens foram mortos, um deles supostamente quando os soldados abriram fogo contra um grupo que protestava atirando pedras nos militares. No total, oito palestinos já foram mortos na maior incursão militar na Cisjordânia desde as eleições palestinas, em 25 de janeiro. Pedras No domingo, testemunhas disseram que dois adolescentes de Nablus foram mortos pelo Exército israelense quando jogavam pedras contra veículos israelenses. O Exército disse que os adolescentes foram mortos quando tentavam instalar explosivos. Na quinta-feira, dezenas de veículos militares e escavadoras israelenses entraram em Balara após o acesso ao campo de refugiados ter sido fechado. Segundo testemunhas, jovens palestinos começaram a jogar pedras em um dos veículos, que havia quebrado. Ibrahim Saidi, de 19 anos, foi morto quando os soldados abriram fogo contra o grupo de jovens, segundo as testemunhas. O Exército de Israel disse que ele estaria levando uma bomba. Mais tarde, Naim Abu Saris, de 22 anos, foi morto quando estava no telhado de sua casa. Soldados israelenses disseram que ele estava armado. Investigação Testemunhas ouvidas pela agência de notícias France Presse disseram que as tropas israelenses também abriram fogo contra trabalhadores de resgate palestinos, ferindo um motorista de ambulância e uma enfermeira. O Exército disse que estava investigando as alegações. O grupo radical islâmico Hamas, que venceu as eleições de janeiro e está formando o novo governo palestino, condenou fortemente a incursão israelense. “Pedimos à comunidade internacional para cumprir com suas responsabilidades e interromper este massacre ao invés de pedir ao nosso povo que pare de resistir”, disse em Gaza o porta-voz do grupo Sami Abu Zuhri. Após sua vitória nas eleições, o Hamas está sob pressão para renunciar à luta armada e reconhecer o direito de Israel existir. Mais de duas dezenas de palestinos foram presos na Cisjordânia desde o início de uma operação para impedir militantes de planejar ataques, no sábado, segundo o Exército israelense. |
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