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Atualizado às: 19 de fevereiro, 2006 - 11h52 GMT (09h52 Brasília)
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Governo de Israel impõe sanções a Autoridade Palestina
Olmert espera vencer as eleições gerais israelenses em março
O gabinete de governo de Israel aprovou novas restrições à Autoridade Palestina um dia depois que o novo Parlamento, dominado pelo grupo militante Hamas, tomou posse.

O governo de Israel decidiu bloquear a transferência mensal de cerca de US$ 50 milhões em impostos que coleta para a Autoridade Palestina. Israel também vai pedir à comunidade internacional que bloqueie dinheiro destinado aos palestinos e que não seja parte de doações humanitárias.

O governo israelense não impôs mais restrições ao trânsito de palestinos pela região.

Antes da reunião de domingo do gabinete de governo israelense, o primeiro-ministro interino, Ehud Olmert, afirmou que a eleição do grupo militante palestino Hamas para o Parlamento está criando "uma autoridade terrorista" na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.

Olmert descartou qualquer tipo de contato com o grupo militante.

"Está claro que, dado à maioria do Hamas no Parlamento e ao fato de que a responsabilidade pela formação de um novo governo foi passada ao Hamas, a Autoridade Palestina está, efetivamente, se transformando em uma autoridade terrorista", disse Olmert.

"Israel não vai manter contatos com um governo do qual o Hamas é parte."

Pedido de paz

O recém-eleito porta-voz do Parlamento palestino, Aziz Duaik, disse que a decisão de Israel será contraproducente.

"Esta foi uma decisão falha e os israelense precisam repensar sua decisão. (A decisão) vai apenas aumentar o ódio", disse.

O líder palestino Mahmoud Abbas deve pedir que Ismail Haniya, o primeiro-ministro apontado pelo Hamas, pela formação de um novo governo. A indicação de Haniya para o cargo de primeiro-ministro, que já era esperada, foi confirmada no domingo.

Em seu discurso do sábado, durante a cerimônia de posse dos novos parlamentares, Abbas destacou a necessidade de um acordo negociado com Israel.

Um porta-voz de Abbas, Nabil Abu Rudeinah, afirmou que a decisão de Israel foi "muito apressada".

O Hamas empossou no sábado 74 membros do Parlamento, o Conselho Legislativo Palestino, em cerimônias em Ramallah e na Cidade de Gaza.

Autoridades do Hamas rejeitam sugestões de que deveriam reconhecer o Estado de Israel e iniciar negociações, mas deu pistas de que manteria o diálogo com Abbas.

Ainda no domingo, aeronaves israelenses mataram dois palestinos, suspeitos de colocarem bombas perto da fronteira com a Faixa de Gaza.

Os homens, que foram atingidos por um míssil perto da cerca com a fronteira em Kouza, seriam membros dos Comitês de Resistência Popular, que já realizou ataques contra alvos israelenses.

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