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Abbas pede ao Hamas que forme novo governo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, pediu formalmente nesta terça-feira a Ismail Haniya, líder do grupo radical islâmico Hamas, para formar um novo governo. Haniya encabeçou a lista de deputados do Hamas nas eleições parlamentares palestinas no mês passado, vencidas pelo grupo. Com a carta oficial de Abbas em suas mãos, Haniya pode começar o processo de formação do próximo governo palestino. Ele tem um prazo de cinco semanas para terminar de montar seu gabinete. Em visita ao Egito, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que um futuro governo palestino deve reconhecer o direito de existir de Israel. "Você não pode ter um pé no campo do terror e outro na política", afirmou Rice durante uma entrevista à imprensa ao lado do ministro do Exterior egípcio, Ahmed Abul Gheit. Abbas também fez um apelo para que o Hamas reconheça o Estado de Israel e cumpra os acordos de paz passados. O Hamas diz que não pode se comprometer com essas condições. Analistas afirmam, no entanto, que tanto o Hamas como a Autoridade Palestina parecem querer evitar confrontação no momento. Governo O Hamas diz querer formar um governo de união nacional, mas muitos outros grupos, incluindo o Fatah, disseram em outras ocasiões que não irão participar. Haniya havia dito nesta terça-feira à TV árabe al-Jazeera ter iniciado negociações "em casa e no exterior" para formar um governo aceitável. O partido de esquerda Frente Popular para a Libertação da Palestina já concordou, em princípio, em participar de um governo liderado pelo Hamas. O governo israelense disse que irá prender qualquer integrante da Frente Popular que tenha deixado as prisões palestinas por causa de um acordo com o Hamas. Enquanto isso, conversas entre o Hamas e o líder do bloco parlamentar do Fatah foram adiadas nesta terça porque o integrante do Fatah teria sido impedido de viajar para a Faixa de Gaza, segundo um porta-voz do Hamas. Sanções Israel e os Estados Unidos adotaram medidas para isolar o Hamas, que eles consideram uma organização terrorista. No domingo, o gabinete israelense votou pela suspensão imediata da transferência de impostos de alfândega, estimados em US$ 50 milhões mensais (cerca de US$ 106 milhões). Os Estados Unidos também pediram de volta US$ 50 milhões, em represália ao controle do governo pelo Hamas. Segundo Abbas, uma delegação americana deve visitar a região na semana que vem. O Hamas foi responsável por uma série de ataques suicidas que mataram centenas de israelenses, mas tem, em grande parte, cumprido um cessar-fogo por mais de um ano. O grupo, que diz estar comprometido com a destruição de Israel, afirma que os ataques são uma resistência legítima à ocupação israelense. Briga parlamentar Representantes do Fatah reagiram mal a um anúncio do Hamas de que irá rever todas as decisões tomadas pelo Parlamento palestino depois das eleições do mês passado. O principal negociador palestino, Saeb Erekat, disse à BBC que a medida é inconstitucional e inaceitável. O Hamas afirma que os parlamentares não tinham direito de aprovar novas leis depois das eleições. |
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