|
Abbas e Hamas negociam novo governo palestino | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Líderes do grupo islâmico Hamas e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, começaram a negociar nesta segunda-feira a formação de um novo governo palestino. Espera-se que Abbas peça ao político indicado pelo Hamas para ser o futuro primeiro-ministro, Ismail Haniya, que forme um gabinete. O Hamas diz querer formar um governo de coalizão, mas grupos como o Fatah, de Abbas, e o Jihad Islâmico já disseram não estar dispostos a participar. Como elegeu 74 dos 132 integrantes do Parlamento palestino, o Hamas tem condições de formar um governo sem precisar de aliados, mas analistas afirmam que o grupo está buscando uma coalizão para ter aceitação internacional. Jihad Islâmico Nesta segunda-feira, líderes do Hamas já se reuniram com representantes do Jihad Islâmico, que disseram que não pretendem fazer parte de uma coalizão de governo. "Nossos irmãos do Hamas nos ofereceram para participar do governo, mas deixamos claro que não vamos participar", disse o líder Nafez Azzam a repórteres quando saiu da reunião na Cidade de Gaza. Azzam disse à agência de notícias Reuters antes da reunião que temia que um governo palestino liderado pelo Hamas vá ter que restringir suas políticas e posições por causa de acordos provisórios de paz assinados entre a Autoridade Palestina e Israel - acordos que tanto o Jihad Islâmico quanto o Hamas rejeitavam. Portas abertas O Hamas informou que, apesar da decisão do Jihad Islâmico, vai deixar as portas abertas para que o grupo se una ao governo no futuro. O Jihad Islâmico boicotou as eleições de 25 de fevereiro. O Hamas tem apoiado e geralmente cumprido o cessar-fogo acordado pelo presidente Mahmoud Abbas com Israel há um ano. Já o Jihad Islâmico reivindicou a autoria de vários ataques suicidas em Israel recentemente, justificando os ataques como retaliações a mortes de seus militantes. Nesta segunda-feira, vários militantes armados compareceram ao enterro de um dos líderes do Jihad Islâmico, Ahmed Abu Sharik, morto por soldados israelenses. Israel afirma que ele foi responsável por vários ataques ao Exército israelense. Israel No domingo, o gabinete israelese votou pela suspensão imediata da transferência de impostos de alfândega, estimados em US$ 50 milhões mensais (cerca de US$ 106 milhões). O primeiro-ministro israelense em exercício, Ehud Olmert, disse que no que diz respeito a Israel, a Autoridade Palestina "na prática, tornou-se uma autoridade terrorista". As sanções incluem também restrições de movimento para afiliados ao Hamas - que não podem ir da Faixa de Gaza para a Cijsordânia) e mais controle nas passagens para Israel, mas o pacote de medidas é mais brando do que o proposto pelo Ministério da Defesa israelense. Abbas afirmou que a Autoridade Palestina encara "uma séria crise financeira". Os Estados Unidos também pediram de volta US$ 50 milhões, em represália ao controle do governo pelo Hamas. Segundo Abbas, uma delegação americana deve visitar a região na semana que vem. A Secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, que faz uma viagem esta semana ao Oriente Média, deve exigir que o Hamas renuncie á violência, reconheça o direito de existir de Israel e cumpra acordos feitos pela Autoridade Palestina no passado. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Hamas negocia formação de novo governo palestino20 de fevereiro, 2006 | Notícias Premiê indicado do Hamas minimiza impacto de sanções20 fevereiro, 2006 | BBC Report Equipe do Irã discute acordo nuclear na Rússia20 fevereiro, 2006 | BBC Report Palestina atravessa 'grave crise' por causa de sanções, diz Abbas19 de fevereiro, 2006 | Notícias Governo de Israel impõe sanções a Autoridade Palestina19 de fevereiro, 2006 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||