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Irã oferece ajuda financeira ao governo do Hamas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A rádio estatal do Irã anunciou nesta quarta-feira que o país prometeu ajuda financeira à Autoridade Palestina governada pelo movimento islâmico Hamas. A oferta foi feita pelo secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani, durante encontro em Teerã com o líder político do Hamas Khaled Mashaal, afirmou a rádio. Segundo Larijani, a decisão foi tomada após os Estados Unidos terem dito que não vão dar ajuda financeira a um governo palestino controlado pelo Hamas enquanto o grupo não renunciar à violência, reconhecer Israel e a validade dos acordos de paz já firmados entre a Autoridade Palestina e os israelenses. "Os Estados Unidos provaram que não vão apoiar a democracia, após ter cortado ajuda ao governo palestino em razão da vitória eleitoral do Hamas", declarou Larijani. "Nós certamente ajudaremos os palestinos." Giro diplomático Washington e a União Européia classificam o Hamas como grupo terrorista e condicionam qualquer ajuda financeira a uma moderação na plataforma política do grupo, que prevê a destruição de Israel. Khaled Mashaal visitou o Irã na última parada de um giro diplomático por nações islâmicas, em busca de recursos financeiros para substituir as centenas de milhões de dólares que a Autoridade Palestina recebia do Ocidente e que agora pode deixar de receber. Na terça-feira, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pediu formalmente a Ismail Haniya, líder do Hamas, para formar um novo governo. Ele tem um prazo de cinco semanas para terminar de montar seu gabinete. Abbas também fez um apelo para que o Hamas reconheça o Estado de Israel e cumpra os acordos de paz passados. O Hamas diz que não pode se comprometer com essas condições. O grupo islâmico diz querer formar um governo de união nacional, mas muitos outros grupos, incluindo o Fatah e o Jihad Islâmico, têm afirmado que não irão participar. |
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