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Dois morrem em protesto no Paquistão
Protesto contra charges no Paquistão
Protesto em Islamabad teve carros queimados
Ao menos duas pessoas morreram nesta terça-feira na cidade de Lahore, no Paquistão, durante um protesto contra a publicação de charges do profeta muçulmano Maomé por jornais ocidentais.

O ministro do Interior, Aftab Sherpao, disse que os tiros foram disparados por guardas de um banco. Hospitais da cidade disseram que outras 36 pessoas ficaram feridas durante o protesto.

Em Islamabad, na capital do país, a polícia disparou bombas de gás lacrimogêneo e usou cassetetes para controlar centenas de estudantes que entraram em uma área diplomática.

As charges, publicadas originalmente por um jornal dinamarquês em setembro, provocaram a ira de muçulmanos em todo o mundo.

As mortes em Lahore são as primeiras no Paquistão desde o início dos protestos, no fim do mês passado.

Mais violência

A correspondente da BBC em Islamabad Barbara Plett diz que protestos quase diários no Paquistão vinham sendo relativamente pequenos e pacíficos.

Mas eles estariam ficando maiores e mais violentos conforme os partidos islâmicos de oposição começaram a promover uma campanha pelos protestos, segundo ela.

Forças paramilitares vêm sendo chamadas para ajudar a polícia a lidar com a situação em Lahore, de acordo com o prefeito distrital, Mian Amer Mahmud.

Os tiros que resultaram nas mortes ocorreram fora de um banco. A multidão tentou colocar fogo no prédio que abriga o banco.

Anteriormente, tiros haviam sido disparados ao ar para evitar que centenas de manifestantes queimassem o prédio da assembléia do Punjab em Lahore.

A polícia também disparou bombas de gás para evitar que a multidão incendiasse lojas do McDonald’s e da KFC e colocasse fogo em pneus em algumas ruas.

Lahore e outras cidades do Punjab estão enfrentando uma greve geral contra as charges, e a maioria das lojas estão fechadas.

Islamabad

Os protestos em Islamabad foram bem menos violentos. Os estudantes participaram de uma passeata contra as charges organizadas por políticos locais.

Na segunda-feira, a polícia havia disparado bombas de gás lacrimogêneo para dispersar ao menos 3 mil estudantes em uma manifestação na cidade de Peshawar.

Ao menos 12 pessoas morreram na semana passada em protestos contra as charges no vizinho Afeganistão.

As charges foram publicadas inicialmente pelo jornal dinamarquês Jyllands-Posten em setembro, mas desde então já foram republicadas por diversos jornais europeus.

Os desenhos incluem uma imagem de Maomé com um turbante em forma de bomba. A tradição islâmica proíbe explicitamente qualquer representação de Deus ou dos profetas.

Protestos contra as chargesHackers islâmicos
Cerca de mil sites dinamarqueses sofrem ataques.
protesto no PaquistãoCaio Blinder
EUA tentam conter fogo em polêmica de charges de Maomé.
Jornal francês publicou chargeArábicas
Charges com Maomé reforçam idéia de conspiração.
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