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Paquistão tem protesto violento contra charges | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia paquistanesa usou gás lacrimogêneo nesta segunda-feira para dispersar uma manifestação com cerca de 3 mil estudantes. Os manifestantes protestavam contra charges satirizando o profetá Maomé, na cidade de Peshawar. Aos gritos de "Morte aos Estados Unidos" e "Deus é grande", eles destruíram cartazes publicitários da empresa de telecomunicações norueguesa Telenor. Dezesseis pessoas foram presas por danos à propriedade pública. As charges polêmicas foram publicadas há cinco meses por um jornal dinamarquês e têm provocado manifestações em diversos países muçulmanos. Dinamarca Ainda nesta segunda-feira, o primeiro-ministro dinamarquês Andres Fogh Rasmussen teve um encontro com uma associação de muçulmanos, em mais uma tentativa de esfriar a polêmica. "O objetivo da reunião é iniciar o diálogo entre dinamarqueses muçulmanos sobre, entre outras coisas, integração na atual situação", diz um comunicado divulgado pelo governo dinamarques, de acordo com a agência AFP. O responsável pela área de política externa da União Européia, Javier Solana, também está tentando retomar o diálogo, em viagem ao Oriente Médio. Em uma entrevista coletiva conjunta com o diretor da Organização da Conferência Islâmica (OIC), Ekmeleddin Ihsanoglu, Solana disse que a UE vai fazer todo o possível para prevenir outra polêmica do tipo. A OIC, que reúne 57 países e está sediada em Jidá, na Arábia Saudita, havia feito um apelo para a criação de legislação internacional proibindo a difamação da religião e de profetas. De acordo com a OIC, os muçulmanos são "os novos judeus da Europa". Ihsanoglu disse que quer que a UE reconheça a "islamofobia" como um perigo a ser combatido, cassim como a xenofobia e o anit-semitismo. ONU Apesar de frisar que a UE "nunca quis ofender os sentimentos dos muçulmanos", Solana foi evasivo sobre a possibilidade de aprovar uma nova legislação na Europa sobre o assunto, afirmando que ele já está previsto em convenções européias em vigor. "Estamos fazendo o possível para que problemas destas natureza não se repitam, mas vocês sabem que temos uma lei importante proibindo assassinatos e as pessoas continuam matando", justificou Solana. Solana propôs que a questão seja discutida pelo novo Conselho de Direitos Humanos da ONU, que vai substituir a atual Comissão de Direitos Humanos dentro das reformas do órgão. A visita à Arábia Saudita, que abriga as cidades mais sagradas do Islã, é a primeira parada na viagem de Solana a cinco países do Oriente Médio. Ele vai ainda ao Egito, Jordânia, aos territórios palestinos e a Israel. |
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