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Atualizado às: 13 de fevereiro, 2006 - 19h19 GMT (17h19 Brasília)
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Paquistão tem protesto violento contra charges
Polícia prendeu 16 manifestantes
A polícia paquistanesa usou gás lacrimogêneo nesta segunda-feira para dispersar uma manifestação com cerca de 3 mil estudantes.

Os manifestantes protestavam contra charges satirizando o profetá Maomé, na cidade de Peshawar.

Aos gritos de "Morte aos Estados Unidos" e "Deus é grande", eles destruíram cartazes publicitários da empresa de telecomunicações norueguesa Telenor.

Dezesseis pessoas foram presas por danos à propriedade pública.

As charges polêmicas foram publicadas há cinco meses por um jornal dinamarquês e têm provocado manifestações em diversos países muçulmanos.

Dinamarca

Ainda nesta segunda-feira, o primeiro-ministro dinamarquês Andres Fogh Rasmussen teve um encontro com uma associação de muçulmanos, em mais uma tentativa de esfriar a polêmica.

"O objetivo da reunião é iniciar o diálogo entre dinamarqueses muçulmanos sobre, entre outras coisas, integração na atual situação", diz um comunicado divulgado pelo governo dinamarques, de acordo com a agência AFP.

O responsável pela área de política externa da União Européia, Javier Solana, também está tentando retomar o diálogo, em viagem ao Oriente Médio.

Em uma entrevista coletiva conjunta com o diretor da Organização da Conferência Islâmica (OIC), Ekmeleddin Ihsanoglu, Solana disse que a UE vai fazer todo o possível para prevenir outra polêmica do tipo.

A OIC, que reúne 57 países e está sediada em Jidá, na Arábia Saudita, havia feito um apelo para a criação de legislação internacional proibindo a difamação da religião e de profetas. De acordo com a OIC, os muçulmanos são "os novos judeus da Europa".

Ihsanoglu disse que quer que a UE reconheça a "islamofobia" como um perigo a ser combatido, cassim como a xenofobia e o anit-semitismo.

ONU

Apesar de frisar que a UE "nunca quis ofender os sentimentos dos muçulmanos", Solana foi evasivo sobre a possibilidade de aprovar uma nova legislação na Europa sobre o assunto, afirmando que ele já está previsto em convenções européias em vigor.

"Estamos fazendo o possível para que problemas destas natureza não se repitam, mas vocês sabem que temos uma lei importante proibindo assassinatos e as pessoas continuam matando", justificou Solana.

Solana propôs que a questão seja discutida pelo novo Conselho de Direitos Humanos da ONU, que vai substituir a atual Comissão de Direitos Humanos dentro das reformas do órgão.

A visita à Arábia Saudita, que abriga as cidades mais sagradas do Islã, é a primeira parada na viagem de Solana a cinco países do Oriente Médio.

Ele vai ainda ao Egito, Jordânia, aos territórios palestinos e a Israel.

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