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Atualizado às: 11 de fevereiro, 2006 - 10h00 GMT (08h00 Brasília)
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Temendo segurança, Dinamarca tira diplomatas da Síria
Manifestantes depredaram e incendiaram prédio da embaixada em Damasco
O governo da Dinamarca retirou temporariamente seus diplomatas da Síria, afirmando que sua segurança não pode ser garantida.

O Ministério do Exterior da Dinamarca afirmou que as autoridades sírias reduziram a proteção a seu pessoal a um nível inaceitável.

As atividades consulares dinamarquesas serão desempenhadas pela embaixada da Alemanha em Damasco e em seu próprio escritório em Amman, na Jordânia.

As autoridades sírias não comentaram a iniciativa dinamarquesa. As relações entre os dois países ficaram abaladas desde que multidões depredaram a embaixada dinamarquesa no último fim-de-semana.

O ato foi um protesto contra a publicação de charges satirizando o profeta Maomé.

Vários países

Manifestações contra a republicação das charges por outros jornais europeus ocorreram em vários países na sexta-feira.

No Irã, manifestantes lançaram coquetéis molotov contra a embaixada da França, causando um pequeno incêndio que logo foi controlado, e também apedrejaram as representações diplomáticas da Grã-Bretanha e da Dinamarca.

No Quênia, tropas de choque da polícia tiveram que usar gás lacrimogêneo para evitar que centenas de manifestantes invadissem a embaixada dinamarquesa em Nairóbi. Uma pessoa morreu quando um veículo tomado por manifestantes capotou.

Cerca de 10 mil manifestantes também mostraram seu descontentamento com a publicação das charges, originalmente pelo jornal dinamarquês Jyllands-Posten, em Dacar, a capital de Bangladesh.

Outros protestos foram realizados no Afeganistão, Índia, Irã, Jordânia, Marrocos, Paquistão, África do Sul, Sri Lanka, Turquia e Malásia.

Malásia

O primeiro-ministro da Malásia, Abdullah Badawi, disse que foi criado um enorme abismo entre o Ocidente e o mundo islâmico por causa de frustrações dos muçulmanos com políticas ocidentais.

Abdullah, que é visto como um promotor de visões moderadas do islamismo em seu país, disse que, para muitos ocidentais, os muçulmanos são terroristas natos.

A capital malaia, Kuala Lumpur, foi palco na sexta-feira da maior manifestação a ter lugar no país em vários anos.

Milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra as charges.

Elas marcharam de uma mesquita até a embaixada da Dinamarca gritando slogans como “Longa vida ao Islã”, “Morte à Dinamarca”, “Morte a Israel”, “Morte a George Bush” e “Morte aos Estados Unidos”.

Na quinta-feira, o premiê malaio fechou por tempo indeterminado o jornal Sarawak Tribune, que reproduziu as charges que estão no centro dos protestos.

Protestos de muçulmanos contra a DinamarcaPanorama BBC
Liberdade de expressão deve ter limites?
Protestos contra as chargesHackers islâmicos
Cerca de mil sites dinamarqueses sofrem ataques.
Protesto no AfeganistãoCharges de Maomé
Protestos continuam após republicação.
protesto no PaquistãoCaio Blinder
EUA tentam conter fogo em polêmica de charges de Maomé.
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