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Atualizado às: 06 de fevereiro, 2006 - 16h45 GMT (14h45 Brasília)
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Seis morrem em protestos contra charges de Maomé
Protesto em Cabul
Polícia reprimiu com golpes de cassetete manifestação em Cabul
Ao menos seis pessoas morreram nesta segunda-feira durante manifestações contra a publicação em jornais europeus de charges com a imagem do profeta Maomé, depois de mais de uma semana de protestos.

Três pessoas morreram em Mihtarlam, no leste do Afeganistão quando a polícia abriu fogo contra manifestantes depois que uma delegacia foi atacada, disse um porta-voz do governo.

Outras duas pessoas morreram após manifestantes atacarem uma base aérea em Bagram, também no Afeganistão – apesar de as charges não terem sido publicadas nos Estados Unidos.

Na capital do país, Cabul, a polícia reprimiu a golpes de cassetete uma passeata de cerca de 200 jovens em frente ao palácio presidencial. O protesto continuou com o apedrejamento de uma base militar americana e de veículos das tropas de paz da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Na Somália, um menino de 14 anos foi morto a tiros e vários outros ficaram feridos depois que manifestantes atacaram policiais.

Na Síria e no Líbano as instalações das embaixadas da Dinamarca foram depredadas no fim-de-semana.

Greve na Índia

Houve protestos também nesta segunda-feira na Indonésia, na Tailândia e na Índia – uma greve geral foi convocada na Caxemira indiana, em repúdio à publicação das charges pelos jornais.

As charges apareceram inicialmente no jornal dinamarquês Jyllands-Posten em setembro e foram posteriormente republicadas por jornais de países como Alemanha, Itália, Holanda e Espanha – todos dizendo estar exercendo seu direito à livre expressão.

Elas associam o profeta Maomé ao terrorismo dos extremistas islâmicos. Os muçulmanos são proibidos de fazer representações gráficas de Deus ou de Maomé e consideram as caricaturas um insulto.

Durante o fim de semana, violentos protestos no Oriente Médio contra a publicação das charges resultaram na invasão e incêndio das embaixadas da Dinamarca em Damasco (Síria) e Beirute (Líbano).

Inicialmente pensava-se que as mortes nos protestos desta segunda-feira eram as primeiras desde o início das manifestações, mas as autoridades libanesas confirmaram que um manifestante morreu no domingo após pular do terceiro andar do prédio da embaixada dinamarquesa para fugir do fogo.

Embaixada dinamarquesa em chamasProtestos
Embaixada da Dinamarca é incendiada no Líbano.
Bandeira dinamarquesa é queimadaCharge polêmica
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Jornal francês publicou chargeArábicas
Charges com Maomé reforçam idéia de conspiração.
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