70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 09 de fevereiro, 2006 - 21h53 GMT (19h53 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Arábicas: A feminilidade do homem árabe

No meu aniversário no ano passado, o proprietário da casa-barco que alugo no Cairo me mandou uma mensagem pelo celular com o desenho de uma rosa e o texto "amo você".

Numa visita para conhecer o barco, o motorista de uma colega jornalista me deu uma foto 3 x 4 para lembrar dele, enquanto me chamava de "habibi" (algo como "meu querido") e acariciava minha mão.

Na semana passada, meu professor de árabe clássico me deu de presente um frasco de perfume de rosas – doce, bem doce, como os que os egípcios costumam usar – para mostrar afeto e me parabenizar por ser um bom aluno.

Não parece difícl imaginar o que vai passando pela cabeça de muitos – acredito que a grande maioria – dos leitores desta coluna. Mas não é nada disso!

Contato físico

Em nenhum desses casos eu era o alvo de uma "cantada" ou de alguma sugestão sexual. O homem árabe – o Egito é um caso particularmente claro - tem atitudes e comportamentos em público que no Ocidente seriam facilmente vistos como indicadores de orientação sexual.

O contato físico entre dois homens – andar de mãos dadas ou braços trançados, cumprimentar com beijo no rosto ou sentar no colo, por exemplo – é visto pela sociedade com a mesma naturalidade com que o Ocidente costuma encarar o contato físico entre duas mulheres.

Já homens e uma mulheres devem evitar nas ruas qualquer demontração pública de afeto: mãos dadas já atraem olhares e qualquer coisa além disso pode provocar reprimendas diretas.

Guias de turismo ocidentais para o Egito costumam advertir para que tudo isto não seja confundidas com homossexualismo, que na verdade costuma ser vigorosamente desaprovado e comumente reprimido com dureza.

Homossexuais

Os homossexuais vivem nas sombras na maioria dos países árabes, embora entidades de direitos humanos digam que o Marrocos e, principalmente, o Líbano têm sociedades mais tolerantes em relação ao tema.

Em alguns lugares, o homossexualismo é proibido por lei e pode dar em pena de morte (como na Árabia Saudita), enquanto outros governos simplesmente afirmam que ele não existe, em absoluto, no país (como a Síria).

Mas, na maioria dos casos – como no Egito -, a situação é mais nebulosa: o homossexualismo não é ilegal, mas a prática pode acabar punida com o uso de leis mais genéricas, em geral baseadas na religião.

Para evitar problemas, os guias de viagem costumam aconselhar os turistas a adotar a mesma atitude discreta e prudente que é praticada pelos gays locais.

Por exemplo, ter bem menos contato físico com um parceiro em público do que dois homens heterossexuais.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
Arábicas: Homens árabes não tem 'amigas'
20 janeiro, 2006 | BBC Report
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade