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Protestos contra charges de Maomé se intensificam | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Novos protestos contra a publicação, por jornais europeus, de charges mostrando o profeta Maomé (ou Mohammed) voltaram a acontecer nesta sexta-feira, com grupos islâmicos iraquianos, egípcios e palestinos conclamando os manifestantes durante as orações tradicionais das sextas-feiras. Na Indonésia, os manifestantes entraram na recepção do edifício que abriga a embaixada dinamarquesa e alvejaram o escudo dinamarquês na entrada com ovos. Nas cidades de Lahore e Multan, no Paquistão, manifestações reúnem centenas de estudantes. As charges apareceram inicialmente no jornal dinamarquês Jyllands-Posten em setembro e foram posteriormente republicadas por jornais de países como Alemanha, Itália, Holanda e Espanha – todos dizendo estar exercendo seu direito à livre expressão. O Jyllands-Posten pediu desculpas por ter ofendido os muçulmanos, apesar de continuar afirmando que a publicação das charges era legal de acordo com a lei dinamarquesa. Reunião A Dinamarca convocou uma reunião de embaixadores em Copenhague para discutir a crise. A Síria e a Arábia Saudita já retiraram seus enviados diplomáticos no país. Na quinta-feira, o primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, disse à TV árabe Al Arabiya, baseada em Dubai, que lamentava pelo incidente, mas insistiu que seu governo não era responsável pelas publicações. Uma das charges mostra o profeta Maomé vestindo um turbante com forma de bomba, enquanto em outro ele diz, numa nuvem, que o paraíso estava ficando sem virgens para os homens-bomba. A tradição islâmica proíbe a representação de Maomé ou de Alá (Deus). Rasmussen disse que a questão das charges ultrapassou os limites da Dinamarca e se tornou uma disputa entre a liberdade de imprensa Ocidental e os tabus islâmicos. Protestos Num dos principais protestos realizados nesta sexta-feira, dezenas de manifestantes da Frente de Defesa Islâmica forçaram a entrada no prédio da embaixada dinamarquesa em Jacarta. O incidente ocorreu após um jornal indonésio ter publicado as charges em seu site na internet. As ilustrações foram posteriormente retiradas da página. Os manifestantes forçaram a entrada na recepção do prédio, mas não conseguiram subir até a própria embaixada, que fica no 25º andar. Eles alvejaram símbolos dinamarqueses na recepção e do lado de fora do prédio com ovos podres e tomates. Eles teriam ainda, segundo relatos, rasgado e queimado uma bandeira dinamarquesa. O grupo se dispersou após cerca de uma hora, após o embaixador dinamarquês ter concordado em publicar uma desculpa formal na mídia local. Retirada Nos territórios palestinos, jornalistas ocidentais e funcionários de organizações internacionais de ajuda estão deixando o local por temor a ataques. Na quinta-feira, um grupo de palestinos armados cercou o escritório da União Européia em Gaza pedindo desculpas pela publicação das charges. A missão da Noruega na Cisjordânia foi fechada após o recebimento de ameaças. Também na quinta-feira, editores de um jornal francês e outro jordaniano que republicaram as charges foram demitidos. |
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