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Atualizado às: 31 de janeiro, 2006 - 01h56 GMT (23h56 Brasília)
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Juiz escolhe jurados do caso Enron
Kenneth Lay chega ao tribunal acompanhado de sua mulher
Kenneth Lay chegou ao tribunal acompanhado da mulher
Foram escolhidas nesta segunda-feira as 12 pessoas que vão compor o júri do julgamento de Kenneth Lay e Jeffrey Skilling, os ex-diretores da gigante de energia Enron, que foi à falência em 2001 em meio a um dos maiores escândalos de corrupção empresarial da história dos Estados Unidos.

O juiz Sim Lake, que vai presidir o julgamento, escolheu oito mulheres e quatro homens que deverão decidir se Lay e Skilling são culpados de montar uma complexa fraude contábil para aumentar os lucros e esconder os bilhões de dólares de dívidas da empresa. Eles são acusados também de, ao mesmo tempo, ter vendido as ações que tinham na empresa.

Os dois acusados passaram boa parte de segunda-feira no tribunal de Houston, no Texas, onde Lake interrogou mais de cem candidatos a jurados.

Também foram escolhidos de quatro suplentes - dois homens e duas mulheres.

Quatro meses

O julgamento, um dos mais esperados da história recente americana, deve começar nesta terça-feira e deve durar até quatro meses.

Lake alertou os jurados durante a seleção que eles vão ter que decidir "um caso extremamente complicado". "Posso garantir que os selecionados vão participar de um dos mais interessantes e complicados casos que eu já julguei", disse.

"Vocês passaram por um processo de seleção rigoroso. Vocês serão os juízes dos fatos neste caso", acrescentou Lake após selecionar os jurados.

Os jurados não poderão discutir o caso entre si nem poderão assistir à TV ou ler notícias cobre o julgamento.

Cerca de 4,5 mil empregados trabalhavam na sede da Enron em Houston e perderam seus empregos e fundos de pensão.

Outros milhares perderam as economias em ações que tinham na empresa. Os dois lados tentaram transferir o julgamento para outra cidade, alegando que seria difícil conseguir um júri imparcial, mas o juiz afirmou que acha possível manter a imparcialidade.

Lay e Skilling negam as acusações. Eles montaram um grande aparato de defesa, com gastos estimados em US$ 30 milhões. Se forem condenados por todas as acusações, podem pegar até 100 anos de prisão.

Lay, ex-presidente da empresa, vai responder a sete acusações de fraude e formação de quadrilha. Skilling, ex-diretor executivo, vai responder a 31 acusações de fraude, formação de quadrilha, informação privilegiada e de mentir para os auditores sobre a posição financeira da empresa.

Outros diretores da Enron já foram julgados no caso. Alguns se confessaram culpados e outros fizeram acordos de colaborar com as investigações para acusar Lay e Skilling.

Confissão

Uma das mais importantes testemunhas de acusação será o ex-diretor financeiro Andrew Fastow.

Ele confessou várias acusações em troca de uma sentença mais branda, de dez anos, e deve revelar durante seu depoimento como foi montada a fraude contábil da empresa.

A Enron, um gigante de energia com operações em 30 países e cerca de 20 mil funcionários, era na época a sétima maior empresa dos Estados Unidos.

A quebra da empresa, em 2001, foi o primeiro de uma série de escândalos corporativos que atingiu empresas como HealthSouth, WorldCom, Global Crossing, Adelphia Communications e Tyco International, e levou à aprovação de uma legislação mais restrita para fiscalizar a contabilidade de empresas de capital aberto.

Sede da EnronEnron
Caso é marco no acerto de contas em onda de escândalos.
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