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Enron pode voltar a operar com um nome diferente | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Enron, o conglomerado da área de energia que foi à falência nos Estados Unidos, está apresentando um plano de recuperação a um tribunal em Nova York, e a empresa pode ser ressuscitada com um novo nome dentro de poucas semanas. O tribunal vai ouvir como a companhia planeja voltar ao mercado com dimensões mais modestas e possivelmente com o nome Prisma Energy. Como Enron, a empresa chegou a ter 39 mil funcionários; como Prisma, ela terá 4,9 mil. A direção da empresa vendeu dezenas de subsidiárias e desfez as complexas parcerias comerciais da Enron. Credores, que perderam cerca de US$ 63 bilhões com a falência da empresa em dezembro de 2001, receberão até US$ 0,22 em dinheiro e ações da Prisma. Se o plano for aprovado, o tribunal vai marcar uma data para que a Enron deixe de ser enquadrada nas normas de falência, o que pode ocorrer ainda neste mês. Investigação O surgimento da Prisma, se aprovado, representa o fim de anos de verdadeiro trabalho de detetive. A empresa afirma que teve que se desfazer de 2,4 mil compromissos financeiros, dos quais 55 eram parcerias usadas para ocultar dívidas da companhia e criar a impressão de lucratividade. A empresa afirma que gastou US$ 665 milhões durante a falência, em parte com advogados. Ela se desfez de alguns de seus maiores bens - mais recentemente, de um oleoduto na América do Norte, vendido no mês passado por US$ 2,2 bilhões. Com isso, a Prisma terá o controle de cerca de 25 companhias de energia e gás em várias partes do mundo. A questão da falência corre em separado de outras ações judiciais, dirigidas contra alguns ex-executivos da companhia. Vários deles são acusados de ter idealizado fraude sistemática na Enron e enfrentam investigações criminais e processos civis. |
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