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Ex-presidente da Enron quer julgamento rápido | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-presidente da Enron, Kenneth Lay, disse nesta quinta-feira que espera um julgamento rápido, em que ele possa provar que é inocente das acusações de irregularidades cometidas quando comandava a empresa. Lay compareceu diante de um tribunal na cidade americana de Houston e se declarou inocente de 11 acusações feitas formalmente contra ele. Entre os crimes de que Lay é acusado estão fraude bancária, fraude no comércio de ações e divulgação de declarações falsas. Se for considerado culpado de todos esses crimes, Lay pode ser condenado a até 175 anos de prisão e a pagar multas que somam um total de US$ 5,75 milhões. Bush “Eu quero um julgamento rápido”, disse Lay. “Espero que ele comece no início de setembro. Como presidente e diretor executivo da Enron quando ela entrou em colapso, eu sinto que é meu dever e obrigação ir a julgamento o mais rápido possível.” Em uma ação paralela, Lay está sendo processado por um órgão regulador do mercado de ações americano, que busca recuperar US$ 90 milhões movimentados em operações ilegais nas bolsas de valores. A Enron, empresa gigante do setor energético dos Estados Unidos, foi à falência em 2001, depois de que foram descobertos rombos milionários em suas contas. Segundo analistas, o processo contra Lay tem importância política, já que se sabe que Lay e o presidente americano, George W. Bush, são amigos próximos. Mas o porta-voz da Casa Branca, Scott McLellan, procurou minimizar nesta quinta-feira a possível influência de Lay na tomada de decisões do governo Bush. Segundo o porta-voz, Lay financiou no passado políticos democratas americanos. |
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