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Atualizado às: 09 de janeiro, 2006 - 23h27 GMT (21h27 Brasília)
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Palestinos do leste de Jerusalém vão votar, diz Abbas
Rua do leste de Jerusalém
Israel aliviou proibições a campanhas no leste de Jerusalém
O líder palestino Mahmoud Abbas afirmou nesta segunda-feira que recebeu garantias dos Estados Unidos de que Israel vai permitir que árabes que moram em Jerusalém Oriental vão poder votar nas eleições de 25 de janeiro.

Abbas afirmou que a garantia foi dada pelo próprio presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

Na segunda-feira, Israel anunciou que vai permitir campanha política no leste de Jerusalém, exceto para membros do grupo militante palestino Hamas.

O governo de Israel tinha indicado anteriormente que os eleitores árabes na cidade poderiam ser proibidos de votar.

O ministro da Defesa israelense, Shaul Mofaz, teria dito à agência de notícias AFP na segunda-feira que seu país tinha, a princípio, concordado em permitir que árabes, moradores do leste de Jerusalém, votassem.

Atraso

Abbas havia dito que qualquer tentativa de bloquear a votação livre em Jerusalém poderia causar o adiamento da votação. Mas, nesta segunda, o líder palestino comunicou a resposta que obteve dos Estados Unidos.

"Hoje, eu recebi garantias dos americanos de que as eleições e também a campanha eleitoral vão ocorrer em Jerusalém. A votação vai ocorrer a tempo", disse.

Na semana passada, a polícia israelense impediu que candidatos palestinos fizessem campanha na área.

O último anúncio oficial de Israel afirma que candidatos podem fazer campanha, mas apenas depois de se registrarem com a polícia.

"Qualquer um que seja partidário do Hamas não vai receber permissão", disse o ministro da Segurança Interna, Gideon Ezra.

Gaza

Políticos palestinos se negaram a se submeter às condições impostas, e uma autoridade do Hamas disse que a organização já iniciou a campanha no leste de Jerusalém.

"Esta é uma decisão interna palestina, uma questão interna, então nós já começamos nossa campanha no leste de Jerusalém. E, se as forças israelenses querem parar com alguns meios de campanha, temos meios alternativos e podemos usá-los", disse Ziad Dayeh, o gerente de campanha do Hamas, à BBC.

Além da polêmica da votação no leste de Jerusalém, sérios problemas com a lei e a ordem na Faixa de Gaza também são considerados ameaças à eleição, segundo o correspondente da BBC na região Alan Johnston.

Abbas reconheceu que já há elementos cuja intenção é sabotar o processo eleitoral, mas afirmou que instruiu as forças de segurança para fazer de tudo para assegurar que a votação seja pacífica.

Os 200 mil palestinos que vivem no leste de Jerusalém, ocupada por Israel desde 1967, tiveram permissão para votar em uma eleição em 1996, na qual o Hamas não participou.

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