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EUA cobram eleições palestinas no prazo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo americano defendeu nesta terça-feira que as eleições legislativas palestinas sejam realizadas no fim deste mês, como o previsto, e que os palestinos possam votar em Jerusalém Oriental. "Nós não vemos razão para as eleições não irem adiante em 25 de janeiro", afirmou o porta-voz da Casa Branca, Sean McComarck. A declaração foi feita em resposta a uma pergunta de um repórter, depois que autoridades israelenses impediram dois candidatos palestinos de fazer campanha na parte leste da cidade, que os palestinos reivindicam como a capital de um futuro Estado próprio. Israel ainda não decidiu se vai permitir a votação dos palestinos na parte leste de Jerusalém. O primeiro-ministro palestino, Ahmed Qurei, exigiu que Israel "não apenas permita que os palestinos de Jerusalém possam votar como também permita que os candidatos realizem campanha". Segundo o porta-voz da Casa Branca, palestinos e israelenses já chegaram a acordos no passado sobre a votação em Jerusalém Oriental e devem fazer o mesmo desta vez. Abbas O presidente da Autoridade Nacional Palestina e líder do partido governista Fatah, Mahmoud Abbas, havia dito ser favorável ao adiamento do pleito se Israel impedisse o voto dos palestinos da região ocupada de Jerusalém Oriental. O Fatah, que governa os palestinos desde a primeira e única eleição parlamentar, em 1996, iniciou sua campanha no túmulo do líder palestino Yasser Arafat, morto em novembro de 2004. O principal rival do Fatah, o Hamas, abriu sua campanha na casa do líder espiritual do grupo, Sheikh Ahmed Yassin, assassinado por forças israelenses. O Hamas alertou Abbas e o Fatah de que é contra o adiamento das eleições. Teste Segundo o correspondente da BBC em Jerusalém Matthew Price, a eleição deve ser um teste para o Fatah, que tem imagem de corrupto e pouco eficiente entre grande parte dos palestinos. O maior desafio ao Fatah deve vir do grupo extremista islâmico Hamas, com as pesquisas de opinião indicando que a agremiação pode alcançar até um terço dos votos. A possibilidade de o Hamas conseguir uma fatia importante dos votos vem provocando receio entre as autoridades israelenses, que consideram o grupo como uma organização terrorista. O Hamas lançou sua campanha nesta terça-feira na Faixa de Gaza, sua principal base de apoio. O evento de lançamento da campanha foi realizado na casa do líder espiritual do grupo, xeque Ahmed Yassin, morto em março de 2004 por um ataque israelense. O Hamas diz que as eleições devem seguir como o planejado e que um adiamento não resolveria o problema. Dezenas de observadores da União Européia já foram enviados às principais cidades palestinas para acompanhar a campanha e as eleições. |
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