|
Israel impede campanha eleitoral palestina em Jerusalém | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia israelense impediu nesta terça-feira dois políticos palestinos de realizar campanha eleitoral em Jerusalém Oriental, no primeiro dia de campanhas para as eleições legislativas palestinas. Os candidatos independentes Hanan Ashrawi e Mustafa Barghouti ouviram da polícia que a lei israelense proíbe atividades políticas palestinas nessa região da cidade. Israel ainda não decidiu se vai permitir a votação dos palestinos na parte leste de Jerusalém, reivindicada como capital pela Autoridade Nacional Palestina. O primeiro-ministro palestino, Ahmed Qurei, exigiu que Israel "não apenas permita que os palestinos de Jerusalém possam votar como também permita que os candidatos realizem campanha". O pleito, que vai eleger o parlamento palestino, está marcado para o final de janeiro. Adiamento O presidente da Autoridade Nacional Palestina e líder do partido governista Fatah, Mahmoud Abbas, disse ser favorável ao adiamento do pleito se Israel impedir o voto dos palestinos da região ocupada de Jerusalém Oriental. O Fatah, que governa os palestinos desde a primeira e única eleição parlamentar, em 1996, iniciou sua campanha no túmulo do líder palestino Yasser Arafat, morto em novembro de 2004. O principal rival do Fatah, o Hamas, abriu sua campanha na casa do líder espiritual do grupo, Sheikh Ahmed Yassin, assassinado por forças israelenses. O Hamas alertou Abbas e o Fatah de que são contra o adiamento das eleições. Teste Segundo o correspondente da BBC em Jerusalém Matthew Price, a eleição deve ser um teste para o Fatah, que tem uma imagem de corrupto e pouco eficiente entre grande parte dos palestinos. O maior desafio ao Fatah deve vir do grupo extremista islâmico Hamas, com as pesquisas de opinião indicando que a agremiação pode alcançar até um terço dos votos. A possibilidade de o Hamas conseguir uma fatia importante dos votos vem provocando receio entre as autoridades israelenses, que consideram o grupo como uma organização terrorista. O Hamas lançou sua campanha nesta terça-feira na Faixa de Gaza, sua principal base de apoio. O evento de lançamento da campanha foi realizado na casa do líder espiritual do grupo, xeque Ahmed Yassin, morto em março de 2004 por um ataque israelense. O Hamas diz que as eleições devem seguir como o planejado e que um adiamento não resolveria o problema. Dezenas de observadores da União Européia já foram enviados às principais cidades palestinas para acompanhar a campanha e as eleições. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Palestinos atacam clube das Nações Unidas em Gaza01 de janeiro, 2006 | Notícias Abbas critica fim de trégua de grupos militantes01 de janeiro, 2006 | Notícias Palestinos 'invadem' comissão eleitoral em Gaza28 de dezembro, 2005 | Notícias Exército israelense lança mísseis na Faixa de Gaza27 de dezembro, 2005 | Notícias Palestinos ameaçam cancelar eleição por decisão israelense21 de dezembro, 2005 | Notícias Militantes palestinos invadem prefeitura de Belém20 de dezembro, 2005 | Notícias Tiroteio entre palestinos deixa 3 feridos em Gaza14 de dezembro, 2005 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||