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Em derrota para Bush, lei antiterror é estendida em um mês | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A legislação antiterror dos Estados Unidos conhecida como Lei Patriota foi estendida por apenas um mês depois que a Câmara dos Representantes se recusou a endossar a decisão do Senado de prorrogar as medidas excepcionais por seis meses. A proposta então voltou ao Senado, que aprovou a extensão até janeiro do ano que vem. As leis foram formuladas no primeiro governo do presidente George W. Bush para combater atos extremistas logo depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 no país. Algumas de suas cláusulas iriam expirar no dia 31 de dezembro. A oposição democrata e alguns republicanos consideram que a lei viola liberdades civis, como o direito à privacidade. Entre as medidas mais controvertidas da lei estão a permissão para que o governo possa grampear telefones, apreender confidencialmente livros que foram emprestados de bibliotecas por cidadãos suspeitos e solicitar documentos de empresas e outras organizações. A rejeição da extensão por seis meses indica que falharam os esforços da Casa Branca para satisfazer os críticos adicionando novas salvaguardas e prazos para as medidas mais polêmicas. Mesmo a extensão de seis meses era uma derrota para Bush, que queria que a legislação ganhasse caráter permanente. A decisão na Câmara foi tomada depois de o presidente americano ter elogiado publicamente a prorrogação por seis meses. Bush havia dito que "a ameaça terrorista aos Estados Unidos" não expiraria nesse prazo, mas que estava "ansioso por continuar o trabalho com o Congresso para reautorizar a Lei Patriota". |
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