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Bush é criticado por 'autorizar grampo ilegal' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente americano, George W. Bush está sendo alvo de uma onda de críticas após o jornal The New York Times ter revelado, nesta sexta-feira, que ele autorizou um serviço de inteligência a grampear telefonemas e ler e-mails de centenas de pessoas nos Estados Unidos sem ordem judicial. Até mesmo aliados republicanos do presidente condenaram a conduta, qualificando-a de "imprópria". O presidente da Comissão do Judiciário do Senado, Arlen Specter, do Partido Republicano, o mesmo de Bush, prometeu recolher depoimentos sobre o suposto uso ilegal de grampos. "Não há nenhuma dúvida de que isso é impróprio", observou Specter, acrescentando que as audiências sobre o tema serão feitas no começo de 2006 e tratadas como "altíssima prioridade". Extremismo islâmico De acordo com o The New York Times, em 2002 a Agência de Segurança Nacional americana recebeu ordens para espionar as comunicações privadas de pessoas que poderiam estar associadas a militantes extremistas islâmicos. Tradicionalmente, quando um serviço de inteligência deseja investigar alguém em solo americano, precisa de aprovação prévia de um tribunal secreto conhecido como Foreign Intelligence Surveillance Court. Órgãos como a Agência de Segurança Nacional costumam violar as comunicações de embaixadas estrangeiras em Washington, mas são raros casos como este de monitoramento de cidadãos americanos. Os críticos estão indagando se a iniciativa não ultrapassou os limites constitucionais. Nem sim, nem não Integrantes do alto escalão do governo Bush não admitiram nem negaram a veracidade das informações do jornal, mas defenderam as operações antiterror dos últimos anos, afirmando que elas conseguiram evitar vários ataques. Questionada sobre o assunto num programa de TV dos Estados Unidos, a secretária de Estado, Condoleezza Rice, declarou: "O presidente agiu de acordo com a lei em cada medida que tomou". "Ele leva totalmente a sério sua responsabilidade constitucional tanto para defender os americanos, quanto para fazê-lo dentro da lei", acrescentou. O porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, também disse que o presidente não feriu a lei e afirmou que os americanos "respeitam tudo o que estamos fazendo para evitar que sejam feitos ataques como os de 11 de setembro de 2001". |
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