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Senado dos EUA aprova prorrogação de lei antiterror | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Senado dos Estados Unidos aprovou uma prorrogação de seis meses da legislação antiterror conhecida como Lei Patriota. O presidente americano, George W. Bush, desejava que a legislação, formulada pelo governo Bush para combater atos extremistas logo depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 no país, ganhasse um caráter permanente. Algumas de suas cláusulas iriam expirar no dia 31 de dezembro. A oposição democrata e alguns republicanos, contrários a dar caráter permanente ao Ato Patriota, disseram que alguns elementos da lei não traziam salvaguardas suficientes para garantir a privacidade dos americanos. Embora a prorrogação do Ato constitua uma espécie de derrota para a Casa Branca, por ir contra o que Bush vinha defendendo, o presidente saudou publicamente o resultado da votação no Senado, de acordo com o correspondente da BBC em Washington, James Coomarasamy. A medida ainda tem que ser aprovada pela Câmara dos Representantes do Congresso americano. Debate "O trabalho do Congresso em relação à Lei Patriota não está terminado", disse Bush em uma nota na noite de quarta-feira, salientando que a legislação é uma ferramenta vital no combate a atividades extremistas. Ele lembrou que a lei deve expirar em seis meses, "mas a ameaça terrorista aos Estados Unidos não vai expirar nessa data. Eu estou ansioso por continuar o trabalho com o Congresso para reautorizar a Lei Patriota", disse Bush. Apesar de acirrados debates, a prorrogação de 16 provisões da lei foi aprovada sem divergências no Senado. Entre as medidas mais controvertidas da lei estão a permissão para que o governo possa grampear telefones, apreender confidencialmente livros que foram emprestados de bibliotecas por cidadãos suspeitos e solicitar documentos de empresas e outras organizações. "Esta é uma solução sensata que dá ao Senado mais tempo para criar uma legislação de consenso para promover nossa segurança ao mesmo tempo em que preserva a nossa liberdade", disse o senador democrata Patrick Leahy. |
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