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Candidata governista lidera início da apuração no Chile | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A candidata da situação à presidência do Chile, Michelle Bechelet, abriu uma forte dianteira sobre os outros candidatos no início da apuração dos votos da eleição presidencial realizada hoje. Com a apuração em 12,7%, a candidata havia recebido 45% dos votos. Um desempenho muito bom mas que ainda indica a necessidade do segundo turno, marcado para 15 de janeiro. O candidato Sebastian Piñera recebeu até agora 26,73% dos votos enquanto Joaquin Lavin está em 23,52%. O candidato comunista Tomas Hirsch tem 4,9%. Se for eleita, Bechelet, de 54 anos, vai ser a primeira mulher a presidir o Chile. Os eleitores também votaram hoje para renovar as 120 cadeiras da Câmara de Deputados e 20 das 38 cadeiras do senado. Mulher "Estou confiante de que os chilenos vão eleger pela primeira vez uma mulher para a presidência", disse a candidata depois de depositar seu voto. A candidata do governo - de centro-esquerda - passou toda a campanha como favorita mas nas últimas semanas o apoio dela, segundo as pesquisas de intenção de voto, passou a cair, indicando a realização do segundo turno. Os dois candidatos da direita disseram estar confiantes que vão enfrentá-la na próxima etapa. "Vai haver um segundo turno e ele terá Michelle Bechelet de um lado, liderando um bloco governista já desgastado, e eu do outro lado, liderando uma coalizão mais nova, jovem e forte", disse o ex-senador e candidato Piñera. Joaquin Lavin também disse que estava "absolutamente seguro" de que seria ele o advsersário de Bechelet no segundo turno. Semelhanças Durante a campanha, os três principais candidatos à presidencia apresentaram discursos semelhantes nas áreas econômica e social. A disputa acabou acontecendo mais em cima de personalidade dos candidatos. Todos defenderam a abertura de mercado e insistiram em críticas à concentração de renda. Mas eles tem profundas diferenças em temas como o tamanho e papel do Estado, religião e casamento gay. “Vamos seguir ampliando os acordos comerciais do Chile com o mundo”, disse a candidata da situação, a socialista Michelle Bachelet. “Teremos acordos comerciais com maior número possível de países e defenderemos a Alca”, afirmou o presidenciável Sebastián Piñera, da RN. Palavras semelhantes foram ditas por Joaquín Lavín, candidato da UDI, durante os últimos meses de campanha. Continuísmo Os três também afirmaram que é preciso manter algumas medidas da atual administração do presidente Ricardo Lagos, mas ao mesmo tempo continuar “corrigindo o modelo” deixado pelo ex-ditador Augusto Pinochet, que saiu do poder há quase 16 anos.
O analista Cláudio Fuentes, da Flacso, diz que apesar de os três principais candidatos apresentarem discursos econômicos semelhantes, a socialista Bachelet aposta na presença maior do Estado e na reforma da previdência social. Ele diz que Piñera e Lavin, por outro lado, vêem um papel mais importante para a iniciativa privada que, para eles, deveria manter ou ampliar sua participação na economia chilena. Os canditados também têm um discurso igual a respeito do fururo de Pinochet por crimes contra os direitos humanos: a decisão deve ficar nas mãos da Justiça. Transferência de votos Mas para alguns analistas, Bachelet não soube conquistar os votos dos eleitores que aprovam a gestão do presidente Ricardo Lagos. De acordo com diferentes pesquisas de opinião, o presidente, que deixa o cargo em março, teria entre 60% e 70% de imagem positiva mas a candidata do governo receberia - de acordo com os últimos levantamentos - entre 38% e 42% da votação. “Curiosamente, foi Piñera a revelação desta eleição, e não a candidata da situação, quem melhor capitalizou a opção do continuísmo. E foi por não ter conseguido conquistar o voto dos que apóiam Lagos que ela terá que enfrentar o segundo turno”, escreveu Patrício Navia, da Universidade Diego Portales, na revista Capital. Surpresa Piñera, que começou a fazer campanha há sete meses e na reta final surpreendeu ao subir nas pesquisas de opinião, disse que vai para o segundo turno disputar a presidência com Bachelet.
Ele já ofereceu a Lavín - o candidato com menos chances de seguir na disputa - o comando de sua campanha no segundo turno ou um cargo no seu governo, caso seja eleito. Mas Lavín também se disse confiante de que será o rival da candidata governista, no caso de a eleição não ser definida nesse domingo. Se nenhum dos candidatos conseguir 50% dos votos mais um agora, o segundo turno, que define quem será o próximo ocupante do Palácio La Moneda, acontece em 15 de janeiro. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Concertación pode eleger quarto presidente no Chile10 dezembro, 2005 | BBC Report Filho de Lagos diz que sucessor deve se livrar da herança Pinochet10 dezembro, 2005 | BBC Report Candidata de Lagos promete continuidade e mudança09 dezembro, 2005 | BBC Report Oposição aposta em cansaço com esquerda no Chile09 dezembro, 2005 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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