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Atualizado às: 09 de dezembro, 2005 - 13h34 GMT (11h34 Brasília)
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Oposição aposta em cansaço com esquerda no Chile

Cartazes de campanhas em rua de Santiago
Piñera disse que Concertación "se inclinou muito para a esquerda"
O candidato à Presidência do Chile Sebastián Piñera, do Partido Renovação Nacional (RN), aposta na insatisfação de setores do eleitorado da coalizão de centro-esquerda Concertación para disputar um provável segundo turno com a ex-ministra Michelle Bachelet, representante da situação, depois da votação deste domingo.

Piñera disse que, além da aliança com o presidenciável Joaquín Lavín, da UDI, candidato da direita, ele pretende atrair votantes de centro e os que terão votado na frente governista, mas deseja mudanças.

“Depois de 16 anos de Concertación, há quem ache que esse não é o melhor caminho e são esses eleitores que vão nos dar a maioria dos votos para vencer no segundo turno”, disse Piñera. "Ela se inclinou muito para a esquerda e isso não é bom para Chile", criticou.

Para ele, não será “um drama”, caso Bachelet chegue à Presidência do país – seria a primeira mulher a ocupar a cadeira do Palácio presidencial de La Moneda. “Nenhum drama mesmo porque na democracia é preciso respeitar a decisão das pessoas. Mas acho que a Concertación já deu sua melhor contribuição ao país e já faz parte do passado”, afirmou.

A Concertación é a frente que reúne o Partido Socialista e a Democracia Cristã, formada depois da volta da democracia.

Empregos

O presidenciável diz que a maior necessidade do Chile hoje é gerar empregos, com salários justos – o que, diz ele, os últimos três governos da Concertación (Patrício Alwin, Eduardo Frei e Ricardo Lagos) não solucionaram.

Atualmente, o desemprego no país está em torno dos 8%, segundo dados oficiais. Para Piñera, a “excessiva” desigualdade social é outro problema grave no Chile.

“Esse é um país que tem US$ 8 mil de renda per capita e, portanto, está muito perto de dar o salto ao desenvolvimento. Apesar disso, continuamos tendo três milhões de chilenos vivendo na pobreza”, destacou. A geração de emprego e a educao, destacou, são suas “metas” para melhorar estes resultados.

As palavras do candidato, de 55 anos, foram ditas à imprensa no alto do “Cerro San Cristóbal”, onde uma multidão de chilenos realizou, nesta quinta-feira, último dia de campanha, um périplo pelo dia de Nossa Senhora.

“Bachelet, Bachelet”, gritaram alguns, enquanto ele falava, naquele lugar onde é possível chegar caminhando ou por teleférico, como Piñera preferiu.

Harvard

Católico declarado, como a maioria da população deste país de 15 milhões de habitantes, o presidenciável é engenheiro comercial, com doutorado em economia, pela Universidade de Harvard, e chegou a fazer um trabalho sobre a pobreza na região, na Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal).

Mas Piñera ganhou fama entre os chilenos como um dos empresários mais ricos do país. Ele é dono da TV Chilevisión, da compañía aérea Lan, de clínicas médicas e construtoras, entre outros negócios.

“Piñera é o candidato mais transversal nessa corrida eleitoral. Ele não é identificado pela esquerda, como ocorre com Michelle Bachelet, nem com a direita, como acontece com Joaquín Lavín. E por isso pode atrair um amplo leque de eleitores”, disse um de seus assessores diretos.

“Vamos esperar domingo para conhecer a realidade dos votos. Mas acho que haverá segundo turno e será entre dois candidatos que, há anos, passam férias no Lago Caburga”, disse, entre risos, referindo-se a ele e a Michelle Bachelet.

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