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Atualizado às: 09 de dezembro, 2005 - 13h53 GMT (11h53 Brasília)
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Candidata de Lagos promete continuidade e mudança

Michelle Bachelet em foto de 2002
Piñera disse que Concertación "se inclinou muito para a esquerda"
A candidata da situação Michelle Bachelet fez um último apelo aos eleitores para que a elejam presidente do Chile no primeiro turno das eleições, marcadas para domingo.

“Juntos, vamos ganhar. Ganhar no primeiro turno”, discursou para um reduzido número de convidados, numa cerimônia no antigo edifício do Congresso Nacional na noite desta quinta-feira.

“Vamos votar pela continuidade e pela mudança”, afirmou. A platéia era formada por políticos, ministros, escritores, como Isabel Allende e Antonio Skarmeta, além da primeira-dama Luisa Durán e de Ricardo Lagos Weber, filho do presidente Ricardo Lagos e responsável pela área internacional da campanha da candidata.

Bachelet afirmou que, se for eleita, preservará medidas adotadas pela atual gestão, mas se dedicará a melhorar a qualidade da educação e da saúde, a reduzir a concentração de renda, gerar emprego, aumentar a presença da mulher na gestão federal e manter, por exemplo, os acordos comerciais implementados na era de Lagos – o Chile tem relação bilateral com mais de 15 países ou blocos, incluindo o Mercosul, Estados Unidos e, mais recentemente, a China.

“O Chile avança e na direção correta”, afirmou. As palavras da presidenciável foram várias vezes interrompidas pelos aplausos da platéia, que incluía ainda seus três filhos e sua mãe, Angela Jeria, viúva do general Alberto Bachelet, torturado e morto durante a ditadura de Augusto Pinochet.

Exilada

Socialista, como Lagos, Michelle Bachelet viveu, como exilada, durante o regime autoritário (1973-1988) na Alemanha Oriental.

“Tudo que consegui foi com muito esforço. Lutei por cada passo que dei na minha vida. E me sinto uma privilegiada por estar nessa situação, hoje, por ter a oportunidade de cuidar dos chilenos”, disse. “Como mulher e mãe, sei que a vida das mulheres no Chile não é fácil e por elas, vou trabalhar muito.”

Médica, ex-ministra da Saúde e da Defesa do atual governo, Bachelet, de 54 anos, emagreceu dez quilos durante a disputa eleitoral. Ela optou por cancelar seu comício final de campanha, que teria sido na quarta-feira, devido a um acidente de ônibus que provocou a morte de cinco de seus simpatizantes.

Até esta quinta-feira, último dia de campanha, a candidata governista aparece à frente nas diferentes pesquisas de opinião. Apesar disso, um segundo turno não estaria descartado, de acordo com os próprios institutos de opinião, como CERC e IPSOS. Por isso, durante sua fala, ela repetiu que a vitória deve ser logo no primeiro turno.

Se for eleita, Bachelet vai estrear um governo de quatro anos, resultado de uma das reformas constitucionais implementadas na era Lagos, que terminará, no mês de marco, um mandato de seis anos.

“Quatro anos não é muito. Passa voando, por isso temos que colocar logo a mão na massa”, afirmou, no seu discurso no edificio do antigo Congresso.

“Neste domingo temos que mostrar que somos maioria”. Suas palavras provocaram coro da platéia que a apóia – “se sente, se sente, Michellet presidente”. Mas até mesmo entre os organizadores de sua campanha reina a cautela sobre o resultado das eleições deste domingo. “Agora é esperar”, disse um deles.

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A trajetória de John Lennon, que morreu há 25 anos.
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