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Comissão culpa forças russas por tragédia de Beslan | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O resultado de uma investigação parlamentar sobre a tragédia de Beslan, no ano passado, concluiu nesta terça-feira que as forças de segurança russas têm parte da responsabilidade pelo desfecho do caso, com a morte de 331 pessoas – 186 delas crianças. As mortes ocorreram após a tomada de uma escola em Beslan, na República russa da Ossétia do Norte, por um grupo de militantes armados pró-independência da Chechênia. O relatório preparado pela comissão formada no Parlamento da Ossétia do Norte diz que a tomada da escola pelos militantes foi possível por “falhas dos organismos de proteção da lei”. Muitos parentes das vítimas consideram as mortes resultado das falhas na operação de resgate, durante a qual a escola foi tomada pelo fogo. Falhas O chefe da comissão, Stanislav Kesayev, disse ter identificado “falhas” incluindo o “fato de que um grande número de pessoas armadas ter tido acesso a um grande pólo ferroviário e aéreo como Beslan sem terem sido notadas”. A comissão diz que o relatório deve levar a “conseqüências organizacionais”. Citado pela agência de notícias russa Interfax, o relatório concluiu que foram usados lançadores de granadas, lançadores de chamas e tiros de tanques durante a tomada da escola pelas forças de segurança. Mas não está claro ainda se os investigadores acreditam que as crianças ainda estivessem no local nesse momento, segundo a correspondente da BBC Emma Simpson. Lançadores de chamas Anteriormente, o procurador-geral da Rússia admitira que tais equipamentos haviam sido utilizados, mas apenas após as crianças terem deixado a escola. Por várias semanas após o cerco à escola membros do governo russo haviam negado o uso de lança-chamas. Alguns dos pais de alunos dizem que os lança-chamas foram usados enquanto os reféns ainda estavam na escola. O relatório divulgado nesta terça-feira diz que vários membros das forças de segurança envolvidos no episódio haviam dado informações contraditórias sobre suas ações. Segundo Kesayev, oito parlamentares que testemunharam o cerco à escola fizeram parte da comissão. Uma outra equipe de investigadores chefiada pelo vice-procurador-geral, Nikolai Shepel, estabeleceu um prazo até 1º de março para divulgar suas conclusões. |
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