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Atualizado às: 02 de setembro, 2005 - 10h38 GMT (07h38 Brasília)
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Garoto filmado com seqüestradores lembra da tragédia
Georgy Farniyev
George disse que estava a cinco metros da explosão
O garoto em pânico capturado pelas câmeras enquanto um dos responsáveis pelo cerco na escola em Beslan segurava um detonador conta sua história um ano depois da tragédia.

A imagem de Georgy Farniyev de dez anos de idade ficou famosa em todo o mundo quando um vídeo filmado dentro da escola foi divulgado pelos rebeldes.

O cerco terminou com a morte de 331 pessoas. Ele poderia facilmente ter sido um deles, mas escapou apenas com ferimentos leves.

"Eles (os captores) disseram para eu sentar quieto senão eles matariam vinte crianças", Georgy contou ao correspondente Andrew Burroughs.

'Como um ratinho'

Em entrevista ao jornal britânico The Sun, ele disse que estava a apenas cinco metros de distância da primeira mina que explodiu dentro da escola na sexta-feira.

"A explosão aconteceu muito próxima a mim e ainda não entendo por que não fui morto. Me sentei e estava atordoado, enquanto todo mundo gritava."

Ele disse ter pedido permissão a um dos captores para beber água, antes de se dirigir a uma torneira.

News image
Georgy hoje, com uma foto sua junto aos captores

Atrás dele, aconteceu então outra explosão, que se acredita ter sido causada por outra mina localizada dentro do ginásio de basquete.

Ao retornar ao lugar onde estava pouco antes, ele disse que "havia pedaços de corpos, pernas e braços por todo lado e feridos pedindo socorro enquanto os captores atiravam neles".

"Vi uma mulher morta partida em duas partes pelas bombas."

"Onde eu sentava antes, estavam todos mortos."

Em meio ao caos, ele foi salvo por um soldado russo.

"Quase não acreditei que iria viver”, disse ele.

Sua mãe disse que passou várias horas examinando corpos de crianças antes de receber um telefonema do hospital dizendo que seu filho estava vivo.

"Foi o pior tipo de tortura imaginável olhar aqueles sacos com restos de crianças", disse ela.

Durante o relato de Georgy, uma frase foi repetida continuamente por ele, como um mantra: "Fique quieto como um ratinho… fique quieto como um ratinho."

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