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Inquérito acusa militares de ajuda a seqüestradores em Beslan | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A comissão parlamentar russa que investiga o cerco a uma escola em Beslan disse que vários militares de alta patente ajudaram os homens armados que tomaram o prédio. O presidente da comissão, Alexander Torshin, disse que dois suspeitos já foram presos. "Agora eu acho que mais uns dois vão se juntar ao grupo, e a patente deles é mais alta do que major", disse Torshin. Um grupo pró-independência da Chechênia tomou a escola no norte do Cáucaso em setembro passado. Pelo menos 330 pessoas morreram na carnificina que se seguiu, inclusive um grande número de crianças. Segundo a agência de notícias russa Itar-Tass, Torshin disse na quinta-feira que os suspeitos identificados ainda estavam em seus postos, e não deu mais detalhes sobre o assunto. "Dever" Um integrante da comissão, Vladimir Kulakov, disse que os oficiais podem ter ajudado os homens armados indiretamente ao deixar de cumprir com seu dever. Em meados de janeiro, parentes de pessoas mortas no cerco bloquearam a principal via no subúrbio de Beslan, revoltados com o fato de que as pessoas tidas como responsáveis pelo cerco não renunciaram. Eles exigem que algumas autoridades deixem os seus cargos no governo da Ossétia do Norte, principalmente o presidente da república autônoma russa, Alexander Dzasokhov. Os manifestantes disseram que a corrupção e a ineficiência de autoridades locais permitiram que o grupo que tomou a escola passasse por postos de controle da polícia sem problemas. O cerco acabou em um banho de sangue quando começou um intenso tiroteio entre os seqüestradores e as forças russas que cercavam a escola. Em outubro, a Rússia indiciou três policiais por negligência criminosa durante o cerco à escola. |
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