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Rap não incitou atos violentos na França, diz Villepin | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro da França, Dominique de Villepin, repudiou as afirmações de alguns colegas de seu partido de que canções de rap incitaram as manifestações violentas ocorridas nos subúrbios do país na primeira quinzena de novembro. Villepin afirmou querer evitar que se comece a buscar culpados pelo início dos atos de violência. Porém, ele também disse que os rappers deveriam assumir a responsabilidade por seu trabalho. "Sempre que houver incitamento ao ódio, os tribunais podem ser ativados para agir." Cerca de 200 parlamentares pediram ao Ministério da Justiça que processe sete rappers e bandas por supostamente terem incentivado os atos de vandalismo com suas músicas. "Eu quero muito durante este período - é uma das minhas principais responsabilidades - evitar qualquer tipo de confusão ou busca de culpados", disse Villepin a uma rádio francesa. "O rap é responsável pela crise nos subúrbios? Nossa resposta é não." "Quando alguém escreve uma música, quando alguém escreve um livro, quando alguém se expressa, temos alguma responsabilidade? Sim", afirmou o premiê. Quase 9 mil carros foram queimados, e cerca de 3 mil pessoas foram presas durante as três semanas de violência na França. 'Palavras cruas' Na semana passada, o parlamento francês aprovou uma extensão de três meses do estado de emergência no país. A campanha para processar os rappers foi iniciada pelo deputado François Grosdidier, integrante do partido conservador do governo. "Sexismo, racismo e anti-semitismo não são mais aceitáveis em letras de música do que em palavras escritas ou faladas", afirmou o deputado. "Este foi um dos fatores que levaram à violência nos subúrbios", acrescentou. Grosdidier fez uma queixa formal ao Ministério da Justiça, solicitando uma medida contra os sete cantores ou grupos de rap. A Justiça iniciou um processo contra o rapper Monsieur R, por causa da música FranSSe, em que ele chama a França de prostituta. O rapper afirma que a música é uma crítica pungente aos líderes franceses que negligenciaram as minorias étnicas, não um ataque à França como um todo. "O hip hop é uma arte crua, portanto utilizamos palavras cruas. Não é um chamado à violência." |
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