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Milhares de policiais vigiam as ruas de Paris | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de policiais saíram às ruas de Paris neste sábado para impedir aglomerações públicas capazes de provocar distúrbios na capital francesa. A proibição foi adotada na sexta-feira, seguindo medidas de emergências autorizadas pelo governo francês, entrou em vigor na manhã deste sábado e vai continuar valendo até a manhã de domingo. A polícia diz ter interceptado e-mails e mensagens de telefone celular convocando "atos violentos" na cidade neste sábado. Os distúrbios que estão tomando lugar na França nas últimas duas semanas continuaram na noite de sexta-feira para sábado. Mais de 500 carros foram incendiados, dois policiais ficaram feridos e 206 pessoas acabaram na cadeia durante a noite em todo o país. Foram números superiores aos da noite anterior, mas menores do que nos piores momentos dos atuais conflitos. Estado de emergência As autoridades francesas dizem que as medidas aprovadas na quarta-feira estão surtindo efeito e que a revolta está arrefecendo. A polícia francesa mobilizou cerca de 12 mil agentes em todo o país para garantir a segurança no fim de semana. Na sexta-feira, um grupo de pessoas, incluindo de comunidades fora de Paris, se concentrou perto da Torre Eifell para pedir o fim do vandalismo e da violência. O governo declarou estado de emergência em Paris e mais de 30 áreas para tentar conter a revolta. Em algumas áreas, vigoram toques de recolher para impedir os distúrbios que ocorrem durante a noite. A violência foi detonada pelas mortes de dois adolescentes no subúrbio de Clichy-sous-Bois. Eles morreram eletrocutados numa estação de energia; muitos moradores acreditam que eles estavam sendo perseguidos pela polícia. A população da periferia de Paris é composta majoritariamente por descendentes de imigrantes vindos de ex-colônias francesas, como eram os dois jovens mortos. Especialmente afetados pelo alto desemprego no país, eles se queixam de discriminação e racismo. |
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